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CCPM celebra sucessos do último ano em baile dedicado à Direcção cessante

José Alberto Reis, Nelz e Unique Touch proporcionam espectáculo "de sonho"

Por João Vicente
Sol Português

Em véspera de eleger o elenco que irá dirigir o destino do clube no período 2019/20, o Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) celebrou no passado sábado (26) o esforço e dedicação da Direcção que ao longo do ano transacto deu o seu melhor para o sucesso desta colectividade com a realização do tradicional Baile de Despedida.

"Pessoalmente não gosto muito do nome e se calhar vou mudá-lo, porque aqui ninguém se despede", afirmou o presidente do Executivo, Tony de Sousa, passando a explicar que sejam quais forem as pessoas envolvidas na Direcção, mesmo que cessem funções e deixem de exercer oficialmente um cargo, continuam a fazer parte do clube e a participar como e quando possível.

De qualquer forma, a tradição manteve-se inalterada por isso um novo baptismo, se vier a acontecer, será só para o ano.

O serão foi abrilhantado pela banda Unique Touch e dois cantautores de lados opostos do Atlântico: José Alberto Reis, convidado especial vindo de Portugal, e Nelson "Nelz" Medeiros, da cidade de Cambridge, no sul do Ontário.

Seria o conjunto luso-canadiano o primeiro a inaugurar as festividades, logo após o jantar, levando a sala quase em peso a divertir-se na pista de dança.

Nelz viria a dar continuidade ao baile, quer através da interpretação de várias baladas que uniram os pares, quer através de temas de outros géneros que foi intercalando para equilibrar o seu repertório.

Por fim, subiria ao palco o cabeça de cartaz convidado para essa noite, vindo de Portugal, mas na transição surgiu uma surpresa quando ambos os artistas, de guitarra em punho, entoaram o tema "Toca guitarra do meu país", da autoria do luso-canadiano.

Este dueto é algo que já pairava no ar desde que há cerca de dois anos, quando por cá passou, José Alberto Reis ouviu a música composta por Nelz.

O resultado "é um sonho", considerou o presidente da Assembleia-Geral do CCPM, Jorge Mouselo, admitindo que sempre quis ver os dois actuarem juntos "e conseguimos organizar isso hoje".

A certa altura apelidado de "Júlio Iglésias português", José Alberto Reis prendou a plateia com os temas românticos que já lhe são conhecidos, mas também salpicou a sua actuação com um pouco do saudoso Carlos Paião e de outros artistas e géneros diferentes, certificando-se no entanto de incluir no seu repertório o tema "Amo-te", o seu primeiro single, lançado em 1987.

"O amor vai ser cantado eternamente – o amor é a energia máxima do universo", diz o artista, que confessa adorar explorar a composição e para quem "o acto criativo é sublime".

"Adoro compor música e cada vez mais escrever canções", refere José Alberto Reis. que já celebrou 30 anos de carreira.

O entusiasmo continua vivo, mas levou algum tempo a amadurecer, tanto em termos musicais – considera que algumas das suas primeiras criações eram "músicas coxas", que não obedeciam bem ao compasso – como em termos de escrita, que também tem evoluído e apurado com as experiências vividas.

Em declarações à imprensa, o artista luso explicou que vem até cá "para divertir as pessoas" e para se divertir a si mesmo, pois "é uma dádiva poder cantar e em qualquer formato, em qualquer sítio, pôr as pessoas a dançar".

No fundo, confessa, gostaria que fossem para casa a cantar uma das suas músicas.

Com base no que se passou nessa noite no CCPM e com José Alberto Reis a entregar-se ao público receptivo, caminhando por entre as mesas e serenando aqui e ali alguns dos fãs mais dedicados, este seu desejo certamente ter-lhe-á sido concedido mais uma vez.

Como afirmou Tony de Sousa, a propósito do que foi uma noite bem celebrada: "os nossos directores têm trabalhado arduamente todo o ano" e "ter cá um artista como o José Alberto Reis foi um agradecimento a eles".

No dia seguinte, domingo (27), realizou-se a Assembleia-Geral do CCPM onde, segundo apurámos, foram reeleitos os novos corpos gerentes, mantendo-se essencialmente inalterados, com, salvo uma ou duas excepções, as mesmas pessoas nas mesmas posições pois, segundo o presidente da colectividade, "não se mexe em equipa vencedora".

A apresentação oficial desta Direcção está marcada para amanhã, sábado (2), num convívio com espectáculo a cargo da banda Mexe Mexe.

O CCPM volta a engalanar-se no dia 16 de Fevereiro para o habitual Baile dos Namorados, onde actuará a banda Sagres na comemoração do São Valentim.

Entretanto, Tony de Sousa já levantou um pouco o véu sobre outros eventos agendados para o CCPM, incluindo a realização do Baile do Continente que tem como surpresa a presença de Jorge Guerreiro, vindo de Portugal para uma tournée norte americana.

No dia 2 de Março será Luís Filipe Reis a agraciar o palco do CCPM numa noite que, segundo o presidente da colectividade, vai ter também algo de novo e mais arrojado em termos de gastronomia, além de ser o início de um fim-de-semana de arromba já que no dia seguinte o clube será palco também das tradicionais Danças Carnavalescas, o que irá pôr à prova tanto a Direcção como os voluntários do clube que normalmente trabalham no duro mas que nesta ocasião em particular, serão levados ao limite.


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