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Casa do Benfica de Toronto celebrou aniversário com olhos postos no futuro

Benfiquistas "são o maior capital do nosso clube e da nossa marca em todo o mundo", diz Alcino António

Por Luís Aparício
Sol Português

A noite de sábado (25) foi de celebração para a Casa do Benfica de Toronto que nas instalações da Casa do Alentejo de Toronto comemorou 53 anos de actividade com uma festa na qual participaram Diamantino Miranda, antigo jogador do clube das águias, e Alcino António, histórico dirigente ao serviço do clube português desde 1987.

A viver uma fase de maior estabilidade e com um "progresso lento, mas seguro", nas palavras do presidente José Luís Lopes, a Casa do Benfica de Toronto (CBT) – a número seis no universo de casas afiliadas ao Sport Lisboa e Benfica – encara agora o futuro com outro optimismo.

"Temos tido um número enorme de actividades desde que tomámos posse no ano passado, em Outubro, e economicamente estamos a recuperar", afirmou José Luís Lopes à nossa reportagem.

O dirigente associativo não esqueceu também o apoio da comunidade e dos patrocinadores neste período pós-pandemia, já que "essa é uma esperança para o futuro de que iremos conseguir recuperar a nossa casa".

O presidente da CBT era também um homem feliz por a direcção do Benfica, liderada por Rui Costa, ter enviado os seus representantes "para mostrar à comunidade que a nossa casa, e todas as outras casas espalhadas pelo mundo, têm o apoio incondicional do Sport Lisboa e Benfica", realçou.

Em declarações ao jornal Sol Português, Diamantino Miranda recordou que nos seus tempos de jogador do Benfica, nos anos `80, veio jogar a Toronto e isso permitiu-lhe nutrir um carinho muito especial, não só pelo Canadá, mas principalmente pela comunidade portuguesa.

"Acostumei-me a jogar por todo o mundo com o Benfica, e todos os jogadores do Benfica sentiam sempre aquilo que não sentiam em Portugal, que era um maior fervor, uma maior paixão" afirmou o ex-jogador que acrescentou que "se o Benfica continua a ser o clube português mais conhecido no mundo – sem esquecer que muito se deve à figura de Eusébio – é principalmente pelos portugueses que estão espalhados pelos quatro cantos" do globo.

Mas vai ainda mais longe: "São muitos milhares de portugueses que muitas vezes não têm a recompensa devida dos benfiquistas de Portugal – não por mal, mas porque desconhecem o trabalho que se faz nestas casas em prol do Benfica, um trabalho grátis, de grande amor e de grande fervor clubístico", ressalvou.

Alcino António, por seu lado, começou a sua alocução por saudar a comunidade portuguesa radicada no Canadá, "muito particularmente todos os benfiquistas, que estando longe nos fazem sentir sempre tão perto, tal é a paixão, a dedicação e a ligação com que honram o universo do Sport Lisboa e Benfica", como destacou.

Conhecedor da realidade das casas do Benfica, onde dedicou muito do seu tempo e paixão pelo clube, Alcino António sublinhou que ninguém deve ter qualquer dúvida de que os benfiquistas "são o maior capital do nosso clube e da nossa marca em todo o mundo".

O dirigente de longa data do clube lisboeta falou ainda do orgulho que o presidente Rui Costa sente pelo muito que os benfiquistas dão ao clube sem pedirem nada em troca, como afirmou.

"Todos vocês aqui, em Toronto e um pouco por todo o Canadá, como em muitos outros lugares do mundo, depois de horas de vida profissional, sempre tão exigente e difícil, ainda dão tantos dos vossos dias ao Sport Lisboa e Benfica, tantas vezes em sacrifício da vossa própria vida familiar", referiu.

Ao falar dos atletas do clube e da responsabilidade que têm em conquistar títulos, Alcino António não esqueceu aquele que considera ser o maior de todos: Eusébio da Silva Ferreira, principalmente – como destacou – quando "o que ele dizia era sempre para unir os benfiquistas".

Numa altura em que se vivem tempos tão difíceis e conturbados, o histórico dirigente do Benfica não tem também dúvidas de que "é através da nossa cultura, do desporto e da educação que podemos construir um mundo mais saudável e com mais paz".

Por fim, Alcino António manifestou publicamente o seu regozijo por "partilhar e comemorar com todos vós, alguns meus amigos de longos anos, este maravilhoso 53.º aniversário da Casa do Benfica de Toronto, que tanto trabalho e sacrifício deu, dá e dará a tantos homens e mulheres ao longo de todas estas décadas".

No decorrer das comemorações aniversariantes escutar-se-iam também palavras de reconhecimento dos sectores político e institucional local.

Marit Stiles, deputada provincial eleita pelo distrito de Davenport, entregou um certificado ao presidente da CBT, destacando ser "mais uma importante organização que faz um trabalho fantástico na comunidade" portuguesa.

Por sua vez, o cônsul-geral de Portugal em Toronto, José Manuel Carneiro Mendes, elogiou o trabalho da equipa dirigida por José Luís Lopes e salientou que a Casa do Benfica "é uma pedra essencial do movimento associativo aqui em Toronto, Ontário".

O serão, que incluiu a cerimónia do corte do bolo de aniversário, viria a contar com um espectáculo musical a cargo do artista Tony Gouveia, acompanhado em palco pelos músicos Eduardo Câmara e Hernâni Raposo.


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