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No 34º aniversário do 25 de Abril:Casa do Alentejo recorda "Revolução dos Cravos"Por António Perinú Sol Português
As comemorações do aniversário da revolução de 25 de Abril de 1974 foram assinaladas na Casa do Alentejo de Toronto na passada sexta-feira, altura em que se perfaziam exactamente 34 anos desde a histórica data que alterou o curso da governação de Portugal. O orador convidado para destacar a transição de Portugal para o seio das nações democráticas foi o comandante Pedro Lauret, na altura capitão de Mar e Terra, e que se deslocou a Toronto para o encontro que reuniu elementos da Associação 25 de Abril local com o representante do Consulado Geral de Portugal, Fernando Gonçalves, e demais convidados. | ||||||||
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Na sua alocução, Pedro Lauret fez questão de realçar a sua convicção de que os portugueses de hoje gozam de uma melhor qualidade de vida e liberdade do que se vivia no período que antecedeu ao golpe de Estado. Isto apesar do pessimismo que, admitiu, se abate actualmente sobre o país. Entre o legado do Governo anterior, fez referência aos efeitos da guerra ultramarina, destacando a mobilização de um milhão de jovens e a morte de 10 mil, para além dos cerca de 60 mil feridos que resultaram em 16 mil deficientes permanentes. Destacado para a guerra colonial na Guiné entre 1971 e 1973, Pedro Lauret integrou o programa das Forças Armadas do pós-revolução, o que lhe valeu ser condecorado "Grande Oficial da Ordem da Liberdade". Para além de um jantar convívio e da entoação da canção "Grândola Vila Morena" por todos os presentes – tema de Zeca Afonso e que sinalizou o início da revolução – uma exposição de jornais da época, da colecção particular de Armando Viegas, permitiu fazer uma avaliação dos principais títulos que então fizeram manchete em Portugal. | ||||||||
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Na presença da presidente do Executivo da Casa do Alentejo, Lurdes Marchão, e de vários directores da colectividade escutaram-se também as palavras do presidente da Assembleia Geral, José Luís Lopes, e de Fernando Gonçalves, que descreveram as suas experiências e recordações da época. José Luís Lopes, que cumpriu o serviço militar em Timor, diz recordar as atrocidades cometidas pelo regime anterior e fez um "viva" especial à revolução de Abril. Fernando Gonçalves, por seu turno, na altura uma criança de 11 anos, recordou o tio, antifascista e encarcerado em Peniche, bem como a alegria do pai ao estalar da revolução de Abril de '74. Os convidados terminaram o serão com a projecção do filme "Revolução dos Cravos", nome pelo qual ficou conhecido um golpe de Estado que, sem derramar sangue, viu os soldados trocarem as baionetas das espingardas por cravos com a capitulação do Governo. | ||||||||
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