CANADÁ EM FOCO


Forças Armadas Canadianas vão finalmente ter novos aviões de busca e salvamento

Foi há 16 anos que começou o processo para encontrar uma nova aeronave apropriada para as missões de busca e salvamento das Forças Armadas Canadianas e na passada sexta-feira (25) o primeiro de 16 aparelhos C-295 "Kingfisher" foi oficialmente apresentado na base da Real Força Aérea Canadiana de Comox, na Colúmbia Britânica.

Os 16 aviões irão substituir os C115 "Buffalo" e C-130H "Hércules" das Forças Armadas, já com décadas de serviço, e estão equipados com novas tecnologias que permitem a detecção de objectos ou pessoas a mais de 40 quilómetros de distância, mesmo em situações de pouca luz ou visibilidade.

O processo para substituir a antiga frota de aparelhos teve início em 2004, quando o governo do então Primeiro-ministro Paul Martin abriu um concurso que rapidamente ficou atascado em questões de política corporativa e disputas a nível do departamento de Defesa.

Mais tarde, o governo do Primeiro-ministro Stephen Harper pediu uma nova avaliação, após ter sido acusado de favoritismo em relação a uma das empresas que participaram no concurso para a selecção do novo aparelho, pelo que só um ano após Justin Trudeau ter tomado posse, em 2016, é que o contracto com a Airbus para a produção das aeronaves foi finalmente assinado.

Apesar da pandemia ter atrasado a produção, o fabricante prevê entregar seis aviões até ao fim deste ano e espera que o último "Kingfisher" entre ao serviço em 2022.

O ministro da defesa, Harjit Sajjan, que esteve presente à cerimónia de entrega do primeiro avião, disse estar "entusiasmado com a chegada deste C-295 Kingfisher a Comox, pois representa mais um marco bem sucedido deste projecto, ao mesmo tempo que apoia a nossa missão de sermos mais fortes internamente".

O comandante da Força Aérea, tenente-general Al Meinzinger, diz que as suas equipas de busca e salvamento estão ansiosas por começarem a trabalhar com a nova aeronave e alguns dos elementos da tripulação já começaram os treinos com o Kingfisher.

Inicialmente as Forças Armadas contavam ter o Kingfisher apto a realizar missões até ao fim do ano, mas os oficiais do departamento de Defesa tinham expressado dúvidas, antes ainda da pandemia, dado que o tempo de treino seria curto.


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