PENA & LÁPIS


Salário Mínimo:

Ursula von der Leyen em Portugal, em missão de convicção

Por António Justo
Sol Português

Ursula von der Leyen, a Presidente da União Europeia, médica, mãe de sete filhos, que para proteger as gravidezes não bebia bebidas alcoólicas e ainda hoje não bebe, esteve esta semana (28 e 29) de visita a Portugal.

Defensora dos direitos humanos, sempre se distinguiu por defender resolutamente os direitos das mulheres.

Quando foi em missão diplomática à Arábia Saudita, em 2016, deu instruções para que as mulheres da sua delegação não usassem a abaya, uma vestimenta que cobre a cabeça e a roupa.

E empenha-se na defesa da dignidade do trabalho e na criação de um salário mínimo europeu.

Para o Conselho Europeu, o ordenado mínimo dos portugueses, 635€, não garante um estilo de vida digno. Segundo a Investipedia, "se o salário mínimo em Portugal tivesse sido actualizado devidamente desde 1974, hoje em dia seria de 1268€".

Semelhante problema acontece também com o aumento das reformas. Os excedentes das contribuições dos trabalhadores, em vez de servirem para aumentarem adequadamente as reformas (especialmente as que são abaixo do mínimo de sobrevivência), são usados para equilibrar o orçamento do Estado e assim apresentar melhores dados à UE.

O ordenado mínimo dos portugueses e as reformas de miséria de uma boa parte dos reformados garantem o estilo de vida "à francesa" da nossa classe governante e dos seus amigos beneficiados.


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