PENA & LÁPIS


Auditório Ramo Grande:

Grande Cantoria em tempo de pandemia

Por Liduíno Borba
Sol Português

No passado sábado (26), pelas 21h30m, no Auditório Ramo Grande da Praia da Vitória, Terceira - Açores, realizou-se uma grande cantoria organizada pela Cooperativa Praia Cultural e pela Câmara Municipal da Praia da Vitória, com a coordenação do improvisador José Esteves.

O evento obedeceu a todas as normas impostas pelas autoridades regionais de saúde, pelo que uma plateia meia era sinal de casa cheia.

Com todos os espectadores e funcionários "mascarados", gel desinfectante para todos, sem intervalo, bar fechado, e com entradas pela direita e saídas pela esquerda, o público portou-se muito bem e tudo correu pelo melhor.

O cartaz do evento anunciava "Noite de Cantoria – O Regresso do Povo", com os improvisadores José Eliseu, José Fernando, Maria Clara, Fábio Ourique, José Esteves, Ricardo Martins e Roberto Toledo.

O mesmo cartaz referia também a anunciada Homenagem Póstuma ao tocador Armando Alves (1936-2020), que se viria a realizar.

O espectáculo começou com a subida ao palco dos seis tocadores que iriam abrilhantar o espectáculo.

Seguiu-se a presença de José Esteves, sobre a beira do palco, a quem coube apresentar os dados biográficos do homenageado, Armando Alves, o que fez com muita descontracção e mestria.

Apesar de um espectáculo de cariz popular, foi organizado com todos os formalismos de um grande evento de palco.

Foi convidada uma apresentadora que, desempenhando muito bem o seu papel, começou por ler um resumo biográfico de cada um dos seis tocadores, prosseguindo da mesma forma com os sete improvisadores.

Como se disse, eram sete cantadores, que tinham de dar quatro desafios.

Começaram o experiente José Eliseu e o lajense Ricardo Martins; seguiu-se a dupla das Fontinhas com o jovem Roberto Toledo e o veterano José Fernando; para o terceiro desafio vieram os conhecidos José Esteves e Fábio Ourique; e fecharam a cantoria a saudosa e agora de volta Maria Clara com o engenheiro José Eliseu.

Os sete em palco, encerraram o espectáculo com a já tradicional e alegre desgarrada.

Foi uma cantoria com momentos altos de improvisado em que foram tratados assuntos como: as habituais trocas de elogios; a pandemia; o regresso da cantoria; a homenagem a Armando Alves; as imitações de cantadores antigos; o regresso de Maria Clara às cantorias após a sua licenciatura em psicologia; etc.

O público que assistiu a este espectáculo parece ter saído satisfeito com o regresso de uma das mais importantes tradições culturais dos Açores.

Os organizadores da Praia da Vitória estão de parabéns pelo sucesso e os tocadores e cantadores pelo seu excelente desempenho, num espectáculo a repetir, quando possível.


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