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Canadá proíbe exportação em grande escala de vários medicamentos para evitar faltas

O Canadá anunciou sábado (28) que vai proibir a exportação em grande escala de medicamentos que carecem de receita médica, para prevenir situações de escassez a nível nacional.

Num comunicado emitido pela ministra da saúde, Patty Hajdu, destaca-se que "as empresas do sector passam agora a ter de fornecer informações que permitam avaliar qualquer escassez, existente ou potencial, quando isso lhes for solicitado, e no período de 24 horas se houver uma situação de risco grave ou iminente".

A nova regra entrou em vigor na passada sexta-feira (27), poucos dias antes da implementação pelos Estados Unidos da América (EUA) de uma nova medida ao abrigo do estatuto de Importação de Medicamentos por Receita que permitiria a importação a granel desse tipo de medicamentos do Canadá.

O Presidente americano, Donald Trump, gabou-se da aprovação desta medida durante o primeiro debate com o seu adversário Joe Biden, o qual também referiu durante a sua campanha que iria estabelecer um plano de importação semelhante, para tentar reduzir o custo de vários medicamentos para os cidadãos do seu país.

No seu comunicado, a ministra Patty Hajdu considera que "o Canadá é um mercado pequeno, que representa dois por cento das vendas mundiais de medicamentos e importa 68 por cento dos medicamentos que consome", pelo que "o abastecimento nacional" continua a ser vigiado.

O Primeiro-ministro Justin Trudeau tinha dito em Setembro que, se possível, estaria disposto a ajudar outras nações com o abastecimento de medicamentos, salientando no entanto que a sua prioridade seria proteger as necessidades dos canadianos.

Muitos dos fornecedores canadianos tinham expressado oposição ao plano de Donald Trump e de Joe Biden de importarem medicamentos do Canadá, alertando que isso poderia originar situações de escassez no mercado nacional.


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