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Canadá reentra no acordo de comércio livre da América do Norte

O Canadá entrou para o renovado acordo de comércio livre com os Estados Unidos e o México, no passado domingo (30), depois de semanas difíceis e de negociações sob alta pressão.

Numa declaração conjunta, o representante dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, e a Ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Chrystia Freeland, afirmaram que o acordo "fortalecerá a classe média, criará postos de trabalho bons e bem pagos, e fará surgir novas oportunidades para todos os que vivem no continente norte-americano".

O novo acordo comercial passa a chamar-se "Acordo Estados Unidos-México-Canadá", e substitui o "Acordo de Comércio Livre da América do Norte" (NAFTA, na sigla em inglês) que já tinha 24 anos, e que o Presidente americano, Donald Trump, dizia ser "um desastre" que destruía postos de trabalho.

O acordo assinado pelo Canadá, já na noite do passado domingo, permite aos agricultores americanos um maior acesso ao sector canadiano dos lacticínios, mas mantém uma cláusula reguladora já existente no anterior acordo (NAFTA),que o governo de Washington queria anular, que oferece protecção ao Canadá caso o governo americano avance com a ideia de Trump de impor novas taxas às importações de automóveis, camiões e partes de automóveis.

Justin Trudeau disse na manhã da passada segunda-feira (1) que, "Este é um bom dia para o Canadá"; já Trump escreveu no Tweeter que este é "um grande acordo, que vai resolver muitas das deficiências e erros do acordo NAFTA, abre grandemente os mercados para os nossos agricultores, e reduz muitas barreiras alfandegárias às exportações americanas".


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