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PR moçambicano quer dar prioridade à cooperação económica com Portugal

O Presidente moçam-bi-cano, Filipe Nyusi, elegeu quinta-feira a cooperação económica entre Portugal e Moçambique como uma prioridade para promover o desenvolvimento.

"Demos o sinal político para as nossas comunidades de que muito ainda podemos fazer" no âmbito económico e "os governos estão prontos para facilitar o crescimento dos países, através do sector privado", referiu ontem o Chefe de Estado, depois de ter recebido o Primeiro-ministro português, António Costa, no Palácio da Presidência, em Maputo.

Ambos mantiveram um encontro a sós, antes de as comitivas dos dois países se juntarem na reunião plenária da III Cimeira Luso-Moçambicana, sob o título "Moçambique e Portugal: construindo uma parceria estratégica para o desenvolvimento sustentável", da qual resultou a assinatura de dez acordos de cooperação.

Após as assinaturas, António Costa e Filipe Nyusi fizeram declarações à imprensa, sem direito a perguntas.

"Estamos nesta fase de priorizar a diplomacia económica", reiterou Nyusi, referindo que "o sector privado é o motor do desenvolvimento" e, por isso, haverá mais encontros com empresários dos dois países no resto do programa da visita de António Costa a Moçambi-que - nomeadamente, um seminário agendado para hoje (sexta-feira) de manhã.

As trocas comerciais entre os dois países desacele-raram nos últimos dois anos, reconheceu Nyusi, mas isso deveu-se a uma conjuntura geral em que a economia não ajudou, porque, de resto, as relações bilaterais continuam fortes.

Como exemplos, apontou o aumento de encontros entre delegações de ambos os países, a concer-tação em diversas áreas e a disseminação da presença de pequenas e médias empresas portuguesas em Moçambique.

A visita de António Costa ainda só vai a meio, mas Filipe Nyusi classifica-a já como "muito positiva".

O Chefe de Estado moçambicano aproveitou ainda a presença do Primeiro-ministro português para felicitar a eleição de António Vitorino como director-geral Organização Internacional das Migrações (OIM).

Na declaração final conjunta do encontro de ontem foi anunciado que a próxima cimeira entre os dois países vai realizar-se no próximo ano, em Portugal, em data a acordar. Foto: António Silva


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