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Madeira regista crescimento económico "gratificante" Governo Regional

A Madeira regista "um gratificante crescimento económico" na totalidade dos sectores, alguns dos quais com índices superiores aos registados antes da crise pandémica, afirmou terça-feira (3) o presidente do Governo Regional.

"Todos os indicadores estatísticos apontam para um gratificante crescimento económico de todos os sectores económicos da região", disse Miguel Albuquerque na Assembleia Legislativa da Madeira, no debate mensal subordinado ao tema do Emprego.

O chefe do executivo madeirense, de coligação PSD/CDS, apontou que alguns dos sectores económicos, como o imobiliário, o turismo, o alojamento, a construção civil, o digital, e alguns dos serviços apresentam "índices de crescimento superiores aos indicadores pré-pandemia".

O governante salientou que a Madeira "tem mantido uma trajectória positiva, apresentando uma descida de desempregados no fim de cada mês, pelo 12.º mês consecutivo".

E apontou que, no 4.º trimestre de 2021, a Madeira teve uma taxa de 6,6% de desemprego, que deve ser inferior no primeiros três meses deste ano, estando inscritos, no final de Março, 14.056 pessoas no Instituto de Emprego.

Albuquerque referiu que, "desde 2015 foram integrados no mercado de trabalho 53.914 desempregados", o que representa uma média de 7.600 pessoas por ano a sair do desemprego, entre esse ano e 2019.

"Em 2020 este valor reduziu para 5.200, tendo já em 2021 superado os números anteriores à pandemia, situando-se em 8.300 integrações", complementou.

Em Março de 2022, "estavam activos 2.634 desempregados, representando um investimento de 17 ME", indicou.

Miguel Albuquerque também mencionou que, desde 2015, as medidas de emprego abrangeram cerca de 25 mil desempregados na região, num investimento de 130 ME e foram criados 3.543 postos de trabalho, no âmbito das medidas de incentivos à contratação, o que corresponde a 20 ME.

Em termos de criação de empresas, foram criadas no mesmo período 431 empresas com 753 postos de trabalho, envolvendo um montante de 7,5 ME, salientou.

Pelo PS, Sérgio Gonçalves criticou a falta de estabilidade e qualidade do emprego na Madeira, enfatizando que o mercado está marcado pela precariedade, o que levou cerca de 17 mil pessoas a emigrarem.

O deputado socialista realçou que a Madeira tem a maior taxa de risco de pobreza e exclusão social e o mais baixo poder de compra do país, instando o presidente do Governo Regional a baixar a taxa do IVA, aplicando o diferencial fiscal de 30%.

"Não vou baixar o IVA na região porque não sou irresponsável. Não vou levar a Madeira à falência", respondeu Miguel Albuquerque.

O deputado do JPP Paulo Alves argumentou que o número de desempregados avançado pelo presidente do Governo Regional é relativo apenas aos que estão inscritos no Instituto de Emprego, sendo na realidade muito superior.

Ricardo Lume, do PCP, vincou que "são mais de 21% os trabalhadores com vínculos precários" nesta região, enfatizando ser "necessário combater política de precariedade laboral" e o "uso abusivo" dos programas de ocupação para desempregados.

Por seu turno, a secretária regional da Inclusão Social e Cidadania, questionada pela deputada do PS Elisa Seixas sobre o processo de integração dos refugiados ucranianos e dos regressados da Venezuela na região, assegurou que está a "decorrer muito bem".

Segundo Rita Andrade, estão na Madeira 400 ucranianos, dos quais 200 são mulheres e 123 crianças, que têm sido alojados através de ofertas privadas, muitas das crianças foram integradas nas escolas e "existem algumas colocações" laborais, mas, admitiu, "existirem algumas barreiras", enquanto decorrem os processos de regularização documental.


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