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Nos 150 anos do Canadá:

Primeiro "Festival da Juventude" brilhou mesmo sem mobilizar massas

Por João Vicente

Sol Português

Pela primeira vez desde a sua fundação, a Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) aventurou-se a celebrar também o Dia do Canadá ao aliar-se este ano às comemorações do sesquicentenário da nação com um festival musical de alto nível e que durante três dias levou milhares de portugueses até ao parque Earlscourt, em Toronto.

Incluídos na programação oficial das comemorações da Semana de Portugal 2017 – que apesar do nome estão ainda em curso, dado que se estendem ao longo de cerca de dois meses – os espectáculos decorreram de sexta-feira (30) a domingo (2) sob a designação LIUNA Festival da Juventude - Canada 150 e permitiram que se escutassem ao vivo e em concerto alguns dos maiores talentos de descendência lusa, vários já com reconhecidas carreiras no Canadá e internacionalmente.

Entretanto, os incêndios que recentemente devastaram a zona centro de Portugal – especialmente a região de Pedrógão Grande – acrescentaram um elemento de solidariedade ao evento que serviu também para angariação de fundos para a campanha solidária Canada for Portugal, actualmente em curso.

Shawn Desman animou noite inaugural

Na sexta-feira, primeira noite do certame, os concertos começaram cerca das 19h00 com a actuação do artista luso-canadiano Peter Serrado e mais uma vez, à semelhança do que ocorreu na noite inaugural dos espectáculos da Semana de Portugal, o público tardou a chegar.

O jovem cantautor interpretou temas da sua autoria e de outros artistas, ficando-se desta feita apenas pelas canções em inglês por melhor se adaptarem à ocasião, incluindo uma interpretação especial de um tema popularizado pela banda canadiana Blue Rodeo.

O espectáculo, que teve apresentação dos radialistas Francisco Pegado e Cindy Henriques, continuou de seguida com uma jovem praticamente estreante.

Foi há apenas cinco meses que o pai de Schyler London, que é também seu companheiro de cantorias, a encorajou a descobrir até onde consegue chegar com a voz, mas desde então a jovem já assinou contrato com a editora Invisible Werks, escreveu a canção Beautiful, juntamente com o produtor Angel, e este fim-de-semana viria a proceder à filmagem de um vídeo no Quebeque, para ser lançado em Setembro.

Até ao momento Schyler London apenas tinha actuado num espectáculo onde cantou uma só canção, por isso esta foi a primeira vez que cantou vários temas e, apesar do nervosismo, saiu-se bastante bem, inclusivo nas canções em que cantou com o produtor Angel e com o músico luso-canadiano Reno.

Cerca de meia hora depois foi a vez de Krissi Hunter subir ao palco, proporcionando um espectáculo centrado nos temas de estilo R&B e pop que a caracterizam e que foi bem recebido pelo público.

A artista, que canta desde criança e passou alguns anos a trabalhar para a Disney, tem já bastante experiência destas andanças e ligações à comunidade musical, tanto aqui como em Nashville, e está neste momento a preparar um single para lançamento dentro de dois meses.

Entretanto, e com o entusiasmo do público a crescer na expectativa da entrada em cena do cabeça-de-cartaz para essa noite, os apresentadores relembraram os espectadores da campanha Canada for Portugal, lançada em apoio às vítimas dos devastadores incêndios no centro do país, cabendo também ao presidente da ACAPO, José Eustáquio, dirigir algumas palavras à plateia acerca do assunto bem como sobre os espectáculos marcados para os dias seguintes.

Quando Shawn Desman subiu finalmente ao palco, o público foi ao rubro e dedicou-lhe todo o carinho com que sempre o tem acompanhado – desde que em criança cantava canções populares, então com o nome de Shawn Fernandes, até ao presente, já artista firmado no seio canadiano e com carreira de renome internacional e múltiplos êxitos no seu palmarés.

"Adoro estar aqui", afirmava Shawn Desman ao jornal Sol Português momentos antes do concerto, pondo de parte o facto de haver ainda muito espaço livre no parque Earlscourt: "Sejam 100 ou 1000, as pessoas vieram aqui para me ver, querem um espectáculo e eu quero dar-lhes um espectáculo".

E assim foi, com o artista a mostrar-se no seu melhor apesar de ter estado afastado nos últimos tempos para, como referiu à nossa reportagem, se dedicar à família e aos filhos – um dos quais esteve nessa noite em palco com ele, como dançarino no espectáculo.

Com nova música a ser lançada no Outono, Shawn pede aos fãs que fiquem atentos pois espera que também este novo trabalho entre na rotação nas rádios.

E a verdade é que se o artista estava ferrugento por se ter ausentado destas andanças, não aparentou, pautando o seu concerto pela energia e profissionalismo, sem esquecer um dos temas favoritos da assistência que o viu crescer nos palcos da comunidade: "Tia Maria".

"Os portugueses sempre apoiaram a minha carreira e esta noite é apenas mais uma representação disso mesmo – vou estar em palco a fazer aquilo que gosto, a cantar alguns temas

conhecidos, dos quais as pessoas gostam, e espero conseguir pôr as "Tias Marias" da assistência a dançar", dizia-nos o luso-descendente momentos antes de se lançar ao palco para cumprir a promessa de agradar.

E foi com a estrela de Shawn Desman a brilhar que finalmente o recinto encheu.

Chuva não desmoreceu comemoração do Dia do Canadá convocada pelo vereador César Palacio

Numa altura em que se assinalavam os 150 anos desta nação que se tornou país de acolhimento também para meio milhão de portugueses e seus descendentes, o vereador César Palacio, responsável pelo distrito onde se localiza o Parque Earlscourt, voltou a organizar uma festa em honra do Dia do Canadá naquele espaço verde.

Marcada para a tarde de sábado (1), era ainda meio-dia e já dezendas de pessoas aguardavam pacientemente em fila pelo início do churrasco.

"É algo muito local e tenho muito orgulho de trazer este nível de entusiasmo à comunidade", explicou-nos o vereador acerca do evento que desde há 15 anos tem vindo a organizar neste dia.

"Ao pensar nesta linda terra, especialmente agora que é o seu sesquicentenário, acho que é uma oportunidade para celebrarmos o legado que herdámos daqueles que vieram antes de nós – criado com 150 anos de sonhos, esperança, suor e lágrimas – e agora que avançamos em direcção ao futuro, temos a oportunidade de construir sobre esses alicerces e deixarmos também um legado para as gerações vindouras", afirmou.

Segundo o vereador, este piquenique é uma oportunidade para juntar familiares, amigos e vizinhos, proporcionando um pouco de animação que celebra as raízes e tradições multiculturais do país, assim como a liberdade de que todos aqui podem desfrutar.

Durante o convívio estiveram presentes outros representantes políticos locais, incluindo a vereadora Ana Bailão, a deputada provincial Cristina Martins e a deputada federal Julie Dzerowicz, todas elas representantes do bairro Davenport, onde residem milhares de lusos e seus descendentes.

Entretanto, e antes de dar início formal às comemorações, César Palacio dirigiu-se às centenas de pessoas já ali reunidas, enquanto mais continuavam a chegar, para lhes desejar um feliz Dia do Canadá.

Depois de uma breve alocução, procedeu-se à interpretação do hino canadiano após o que se seguiram espectáculos com uma série de artistas comunitários locais tendo por palco o coreto do parque – desde dançarinos a cantores e até um grupo folclórico mexicano, além de imitadores de Elvis Presley.

Destaque especial para algumas das vozes vencedoras de edições passadas do Concurso de Cantores com John Santos, uma competição que nasceu no seio da comunidade portuguesa mas que tem vindo a abrir-se a outras etnias, tendo-se escutado nessa tarde, entre outras, as irmãs Cerezo, Kayleigh e Keeana, Melissa Clement e Bruna Vilaça, que acaba de conseguir colocar três das suas canções originais numa telenovela para jovens criada pelo Family Channel.

Quando chegou à altura de oficializar os 150 anos do país, foram precisas seis pessoas para descarregar o gigantesco bolo, preparado especialmente para esta ocasião pela Padaria e Pastelaria Caldense para 2000 pessoas, embora a chuva viesse a complicar um pouco as coisas quando chegou o momento de o servir.

Ainda assim ninguém arredou pé do resguardo das árvores e estruturas ali perto, o que permitiu voltar a festejar assim que a chuva abrandou.

Marcha Silenciosa

Ao fim da tarde de sábado, ainda no parque se ouviam temas popularizados por Elvis Presley e já frente à Casa das Beiras de Toronto se reuniam algumas centenas de pessoas em resposta ao apelo para a realização de uma marcha silenciosa destinada a chamar a atenção para a campanha humanitária Canada for Portugal.

O desfile, em memória das vítimas dos incêndios que devastaram Pedrógão Grande, iniciou-se cerca das 16h45 e a abrir a parada, que seguiu rumo ao Parque Earlscourt, estava um camião dos bombeiros.

O cortejo foi seguido por cerca de meio milhar de participantes, entre os quais representantes de vários clubes e associações, além de políticos locais.

Quando esta marcha silenciosa se aproximou do parque, José Eustáquio pediu desculpa e apelou à compreensão do artista em palco no coreto pela interrupção das festividades ainda em curso, proferindo publicamente algumas palavras sobre esta causa.


Seguiram-se ainda uma série de discursos alusivos à tragédia e à campanha solidária que está a decorrer, após o que foi retomado o entretenimento, enquanto muitos dos participantes da marcha se dirigiam à tenda onde voluntários aguardavam para recolher os donativos e distribuir t-shirts alusivas à causa Canada for Portugal.

Após a conclusão da última actuação do piquenique de César Palacio no coreto, o espaço foi dedicado ao folclore português com exibições dos ranchos da Associação Migrante de Barcelos e Académico de Viseu antes dos concertos dessa tarde arrancarem no palco principal.

Entretanto, os apresentadores Ziko Pereira, Telma Pinguelo e Jorge Neves chamavam ao palco o ministro da Imigração federal, Ahmed Hussen, que se deslocou ao local com uma mensagem para os espectadores deste Festival da Juventude.

O ministro deixou um agradecimento especial à comunidade portuguesa pelo seu valioso contributo para a edificação deste país, uma nação de imigrantes já que "quando se fala do Canadá fala-se de imigração", dois conceitos "inseparáveis", como destacou.

Referindo ainda a efeméride que se comemora este ano, realçou que "este 150.° aniversário do Canadá é uma oportunidade para reflectirmos sobre o quão longe já chegámos como país e sobre as lições que aprendemos com o nosso crescimento".

Artistas gravam canção solidária

Entrava-se então decididamente na onda de espectáculos e os primeiros artistas em palco foram os veteranos músicos da banda luso-canadiana Tabu, cujo vocalista, Tony Gouveia, nos dizia momentos antes tratar-se de "um dia especial" pois com toda a sua experiência nunca tinha actuado num espectáculo destes, perante uma assistência portuguesa, no Dia do Canadá.

Este facto levou-os também a deixar de lado os habituais alinhamentos de canções e a procurarem celebrar o multiculturalismo, pelo que com a excepção do primeiro e do último temas – respectivamente, "Laurindinha" e "Menina estás à janela" – escutaram-se clássicos de Santana e Bachman Turner Overdrive, um medley de Bonga e ainda canções do estilo soca.

Se Tony Gouveia e os Tabu atraíram para o pé do palco o público que, a pouco e pouco, ia chegando, já a actuação dos Tomahawk Love, liderados por Jay McCurdy e Kevin McGilp, com Michael Amaral na guitarra principal, teve um carácter electrificante pela sua intensidade. E não era para menos pois os temas que tocaram assentavam no estilo punk-rock.

"Temos muito orgulho de sermos canadianos e temos muito orgulho de estar aqui hoje no meio de toda esta diversidade", afirmou McGilp ao jornal Sol Português antes de entrar em palco, lembrando que "toda a gente se está a divertir de forma muito positiva e nas calmas e o Canadá é isto mesmo".

Pouco depois, outra voz poderosa, com uma banda à altura e música em português extraída do seu primeiro álbum, o luso-canadiano Nelz captou a atenção do público que continuava a chegar, na sua maioria para ver o cabeça-de-cartaz dessa noite, Danny Fernandes.

Entretanto procedeu-se à apresentação do tema "Rezo essa canção/Together as One", escrito por Valter Barberini, composto por Reno e interpretado por vários artistas de origem portuguesa e brasileira.

Inspirado no estilo da famosa canção "We are the World", que também procurou sensibilizar o público e angariar fundos para uma causa nos anos '80, trata-se de um tema que tem por objectivo dar a conhecer o que se passou com os incêndios em Portugal a nível internacional e sensibilizar o público para a angariação de fundos a favor das pessoas atingidas pela tragédia.

O resto da noite ficou então a cargo do artista luso-canadiano Danny Fernandes que estreou duas novas músicas neste palco do "Festival da Juventude - Canada 150": "Kiss" e "Party", além de fazer uma homenagem a Michael Jackson.

Para o artista, esta foi também uma oportunidade para reafirmar a união da família já que além de ter a mãe e o irmão mais novo na assistência, levou a filha de nove meses ao palco para a apresentar ao público – que foi ao rubro quando a bebé disse "Hi" – convidando também o primo, o cantor Tyler Medeiros, para um dueto.

Para os fãs foi uma oportunidade para apreciarem o primeiro espectáculo ao vivo de Danny Fernandes, depois de uma tournée pela China, no início de 2016, após o que tirou algum tempo para ser pai a tempo inteiro.

"É mais responsabilidade e menos sono, mas não trocava por nada neste mundo", afirmou o cantor ao jornal Sol Português a respeito da experiência, acrescentando que este foi um espectáculo especial por "estar entre a minha gente".

Por fim, e após uma breve pausa durante a qual a assistência se reposicionou no topo da colina, foram lançados foguetes a assinalar o 1.º de Julho, Dia do Canadá, que nessa noite se celebrava por todo o país.

"Festival da Juventude" encerrou com chave de ouro na voz de Keshia Chanté

Desde as chuvadas passageiras e imprevisíveis que se registaram, até ao facto de nos fins-de-semana prolongados as pessoas fazerem planos para se ausentarem da cidade e haver grande número de actividades, cerimónias e celebrações a puxar o público em diferentes direcções, tudo isso terá contribuído a sua quota parte para a falta de assistência que se registou, principalmente no último dia do Festival da Juventude - Canada 150 organizado pela ACAPO.

A tarde começou prazenteira, com alguns dos voluntários, patrocinadores, assistentes de palco e agentes da polícia a degladiarem-se numa amistosa partida de futebol sob o intenso sol.

Houve algum atraso no arranque dos espectáculos, mas por fim subiram ao palco Nando Júnior e Hassan Young, uma dupla angolana de rap e hip-hop que se fez acompanhar dos irmãos portugueses Flávio e André Cardoso, DJs que actuam sob o nome de Bounce Religion.

O estilo de música poderá não ter sido do absoluto agrado de todos, mas mesmo assim a assistência foi generosa com os aplausos.

Há mais de dez anos que Nando e Hassan fazem música juntos. Os tópicos são variados mas as letras são em português.

Nando já actuou para as Nações Unidas e em conjunto com Hassan têm vindo a realizar espectáculos em Montreal, Brampton e Toronto.

Claro que gostariam de ter tido mais público a assistir neste dia, mas ainda assim deram-se por satisfeitos pois foi para uma boa causa e também em celebração do Dia do Canadá.

Também Paulo Pereira foi bem recebido pelos poucos espectadores ali presentes, não deixando por isso de oferecer um espectáculo bem diversificado, com temas em português e em inglês.

Outros artistas viriam a actuar ao longo da tarde, em antecipação da chegada da artista cabeça-de-cartaz para o concerto final de domingo, Keshia Chanté.

Foi o caso de Témi, que também já tinha actuado neste palco por ocasião dos espectáculos da Semana de Portugal e com quem a plateia foi também bastante calorosa.

De raízes nigerianas e talento óbvio, Témi canta quase desde que aprendeu a falar e nessa tarde, para além de outros temas, todos eles com um toque de rythm & blues, estreou publicamente "Motivation", uma nova canção que está prestes a lançar e que parece ter agradado de imediato ao público.

Também o brasileiro D-Snow se superou a si mesmo, com um espectáculo bem focado e executado e que, apesar do tipo de música ser claramente dirigido a um público-alvo mais jovem, agradou igualmente a gerações mais avançadas na idade.

Além de primar por canções que transmitem energia positiva, este jovem está sempre disposto a colaborar, não só com iniciativas solidárias – como a música "Rezo essa Canção/Together as One", que mais uma vez foi apresentada ao público nessa noite – como com outros artistas, convidando ao palco Témi para um dueto que compuseram em conjunto.

Em declarações ao jornal Sol Português, D-Snow salientou a gratidão que sente pelo carinho que tem recebido do público português e avisou que lá para o Inverno deverá lançar um novo álbum, criado em colaboração com produtores de Miami, Toronto e Brasil.

Enquanto se esperava a entrada em palco da última artista da noite, José Eustáquio aproveitou para comunicar os resultados da campanha Canada for Portugal até ao momento, destacando que graças à generosidade de empresas e particulares haviam já sido angariados mais de 200 mil dólares, mas que a iniciativa continua pois a necessidade é grande face à devastação provocada pelos incêndios.

Pouco depois subia então ao palco Keshia Chanté, que fechou com chave de ouro a terceira e última noite do Festival da Juventude 2017.

Dotada de uma voz incrível e excelente presença em palco, a cantora luso-canadiana rodeou-se de dançarinos de alto nível para proporcionar ao público um espectáculo de primeira classe.

"O tempo não esteve perfeito, mas fazer parte deste festival português de música e o facto de ter começado a minha carreira com o Shawn Desman quando tinha apenas 13 ou 14 anos, deixa-me muito contente por me terem contactado para vir aqui actuar e estou muito grata", afirmou a cantora ao jornal Sol Português.

Keshia Chanté viria ainda a revelar que para além do novo álbum que acaba de lançar, "Lights Out", está actualmente envolvida em vários projectos, não só de música como de cinema.

De salientar ainda que não foram só as estrelas do palco que brilharam ao longo destes dias, já que por trás de toda esta produção esteve o talento e esforço de uma equipa técnica encarregada do som e das luzes para o espectáculo, a ACS Productions, dirigida pelo luso-canadiano Carlos Costa.

Luzes apagam-se mas campanha de solidariedade continua

Terminado o último espectáculo deste festival e com as luzes do palco já apagadas, pedimos a José Eustáquio que se pronunciasse sobre como decorreu esta iniciativa e como vê a aderência do público.

"Obviamente que quando estamos a lançar um festival de início, é uma vitória. É o lançamento da visão que temos para o futuro", afirmou o presidente da ACAPO, ainda que admitindo que o numero de espectadores tivesse ficado aquém das expectativas.

"Devíamos de ter tido aqui muito mais envolvimento, mais multidão [mas] estou muito satisfeito pelo espírito do povo" que compareceu, rematou.

José Eustáquio manifestou-se também satisfeito com a evolução da campanha Canada for Portugal, com as contribuições recebidas até à data e com o desempenho dos artistas, salientando especialmente Shawn Desman, que actuou com uma banda completa, e Keshia Chanté.

Enquanto estávamos a terminar a nossa conversa, do escuro veio um elemento da equipa da ACS para fazer um donativo de 100 dólares para a campanha Canada for Portugal, apesar de não ser português, sinal de que a tragédia toca a todos os que dela tomam conhecimento.

Segundo apurámos, foi criado um website (gofundme.com/canadaforportugal) onde o público pode fazer os seus donativos, além de um portal na Internet (canadaforportugal.com), uma página no facebook (facebook.com/canadaforportugal) e uma conta no Twitter (twitter.com/canada4portugal – recomendando-se que use o hashtag #canadaforportugal nas mensagens relacionadas com esta iniciativa solidária) para divulgar a campanha.

Entretanto o público pode obter mais informações também através dos telefones 416-536-5961 e 416-627-7021.

A transportadora aérea Azores Airlines prontificou-se a fornecer as passagens para uma comitiva de três pessoas, que no final da campanha irão a Portugal para proceder à entrega da verba recolhida.


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