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Linha de metro à superfície da Eglinton:

Novo atraso nas obras leva moradores e empresas a pedirem respostas e apoio

As empresas e as populações directamente afectadas pelos sucessivos atrasos das obras na linha de metropolitano à superfície da avenida Eglinton pedem que lhes seja garantida uma compensação e apoio financeiro pelos danos causados pelo projecto que se arrasta há mais de uma década.

As mais recentes previsões apontavam para que a nova linha de metro fosse inaugurada neste Outono, mas as obras continuam por terminar e a data foi mais uma vez adiada sem qualquer indicação de quando estarão concluídas.

Isto levou os moradores e as empresas da zona, que se sentem prejudicados pelas perturbações causadas pelo projecto, a exigirem uma compensação financeira por parte dos responsáveis.

Há pouco mais de uma semana, a Metrolinx, agência com responsabilidade pela coordenação e integração dos meios de transporte na Área da Grande Toronto, anunciou que o projecto – que envolve mais de 5.000 milhões de dólares – teve mais uma vez a sua conclusão adiada, não estabelecendo qualquer cronograma para a sua finalização.

Segundo testemunhos divulgados na comunicação social, as comunidades locais não estão surpreendidas pois assistem a tudo, vêem os materiais na rua, sentem os constrangimentos no trânsito, sofrem com a desordem, escutam o barulho e vivem com as poeiras que lhes entram nas suas residências, estabelecimentos e escritórios.

Neste que é considerado um dos maiores projectos de construção de transportes públicos na América do Norte, a comunidade local sente falta de confiança, queixa-se de falta de comunicação e quer responsabilizar a Metrolinx, solicitando um plano para apoiar tanto os moradores como as empresas que estão a ser negativamente afectadas pelos sucessivos atrasos na obra.


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