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Cantar os Reis:Uma tradição vivaPor António Perinú e Débora Viveiros
A tradição de Cantar os Reis e as Janeiras continua a encontrar terreno fértil em terras canadianas, prometendo durar enquanto os portugueses que para aqui imigraram e os seus filhos e netos derem seguimento a este ritual anual de percorrer alguns dos mais simbólicos pontos de congregação lusos. | ||||||
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Clubes, associações, estações de rádio e televisão, casas particulares e comerciais são locais habituais para o desfile e actuação de grupos de cantadores populares, empenhados em preservar esta divertida e alegre tradição que marca o período em torno do Dia dos Reis. | ||||||
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Logo no início de Janeiro vários grupos começam a deslocar-se às diversas localidades e ali fazem autênticas cantatas, com temas alusivos à quadra natalícia que então termina e à viagem dos Reis Magos para adorarem o menino Jesus. Entre as muitas actuações, este ano mais uma vez registámos a presença dos grupos Estrelas do Norte e da Casa dos Poveiros a cantarem os Reis em duas das padarias da rede Caldense, pontos habituais onde se reúnem grande número de espectadores. | ||||||
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No estabelecimento original desta cadeia de lojas, sita ao 1209 Dundas Street West, a noite de terça feira viu actuar o grupo Estrelas do Norte. O animado momento foi seguido com interesse pelos clientes do estabelecimento e pelos transeuntes que passavam naquele momento, muitos dos quais paravam para escutar e partilhar do espírito da quadra que harmoniosamente se cantava No final das actuações, os irmãos Hélder e Joe Costa, proprietários do estabelecimento, brindaram os elementos dos Estrelas do Norte com bolo rei e vinho do Porto. Também no dia seguinte, quarta-feira e dia 6 de Janeiro – o verdadeiro dia de Reis, segundo a tradição cristã – o estabelecimento Caldense na Symington recebeu a visita de um grupo da Casa dos Poveiros. Trata-se do grupo que iniciou esta tradição no Canadá, e que conforme nos comunicou, procura "teimosamente" mantê-la viva. | ||||||
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"Hó, como os Reis Magos, A alegria e o ritmo que trouxeram ao local foi uma saudação a todos os presentes, tornando-se ainda mais "apurados" depois de um pouco de vinho do Porto, logo após os primeiros cânticos. É que, conforme diria o obreiro do grupo, Laurentino Esteves, "faltava um cálice de vinho do Porto para afinar as gargantas", que lhes foi prontamente servido pelas funcionárias da casa. Entoando as suas estrofes para gáudio do público, a cantata continuou durante mais algum tempo, fazendo cumprir uma antiga tradição portuguesa que perdura agora também no Canadá, graças ao empenho e entusiasmo de elementos da comunidade. | ||||||
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