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Naufrágio ao largo da Tunísia foi o mais grave este ano com 112 mortos, indica OIM

A Organização Internacional para as Migrações estimou terça-feira que 112 pessoas tenham morrido no naufrágio de sábado à noite na costa sul da Tunísia, considerando que este foi o mais grave incidente do género desde o início do ano.

Segundo o porta-voz da agência das Nações Unidas para as migrações (OIM), Leonard Doyle, estão já confirmados 60 mortos e outras 52 pessoas estão desaparecidas nas águas do Mediterrâneo e presumivelmente mortas.

Sessenta e oito pessoas sobreviveram ao naufrágio da embarcação que tinha capacidade para apenas 70 ocupantes, mas onde seguiriam mais do dobro, segundo testemunhas.

Este foi o naufrágio mais mortífero desde que duas outras embarcações precárias se afundaram, em Janeiro e Fevereiro, ao largo da costa líbia, deixando cada uma delas 100 pessoas mortas ou desaparecidas.

Os tunisinos tentam frequentemente atravessar o Mediterrâneo em direcção a Itália, à procura de uma entrada para a Europa e de uma vida com melhores condições.

Segundo várias organizações não-governamentais (ONG), esta situação reflecte a insatisfação vivida por muitos jovens tunisinos, muitos deles afectados pelo desemprego.

Em Março, 120 pessoas, a maioria oriunda da Tunísia, que estavam a tentar alcançar, de forma clandestina, as costas italianas foram resgatadas pela Marinha tunisina.

Antes da tragédia, o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estimou que 646 morreram já este ano enquanto tentavam atravessar o mar Mediterrâneo e chegar à Europa.


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