ARTES E CULTURA


Orquestra Metropolitana regista crescimento constante de público, diz Mega Ferreira

O director executivo da Associação Música, Educação e Cultura (AMEC), António Mega Ferreira, realçou segunda-feira o "crescimento constante de público", que os concertos da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) têm registado.

Em declarações à agência Lusa, à margem da apresentação da Temporada 2018/19 da OML, Mega Ferreira, sem citar números, afirmou: "Nós temos dados que nos mostram que o número de espectadores tem vindo a aumentar de temporada para temporada".

"Esta temporada ainda não terminou, mas já temos sinais indicativos desse crescimento, e posso dizer que, no Centro Cultural de Belém, tivemos casas cheias e, na temporada clássica, no teatro Thalia, há um aumento significativo".

O Teatro Thalia, em Lisboa, às Laranjeiras, foi recuperado em 2012, e tem uma capacidade para 200 pessoas.

Questionado sobre o orçamento da Temporada 2018/19, neste dia apresentada, Mega Ferreira afirmou que este mantém o mesmo valor das anteriores, isto é, 300 mil euros, mais uma dotação de 60 mil euros do Ministério de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, para o projecto "Música e Ciência", que apresentará dois programas, um com a Sinfonia n.º 9, em mi menor, "Do Novo Mundo", de Dvorák, e outro com a Sinfonia n.º 5, de Tchaikovsky. Este projecto prevê a realização de dez concertos, em todo o país, cinco em universidades e os restantes em institutos politécnicos.

Quanto à situação económica da AMEC, que, além da OML, tutela a Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), o Conservatório de Música da Metropolitana e a Escola Profissional Metropolitana, António Mega Ferreira afirmou: "Estamos numa situação financeira que nos permite navegar à vista, com uma certa tranquilidade de tesouraria", reconhecendo que havia "uma situação financeira estrutural desequilibrada".

"Nós deixámos de ter problemas agudos de tesouraria. Se formos lá agora [ver as contas] não temos milhões, mas passou a ser bastante mais confortável a gestão, a situação está mais controlada", afirmou Mega Ferreira, apesar da redução do passivo.

Actualmente este é de 1,7 milhões de euros, segundo o responsável, "dos quais 1,3 milhões não são exigíveis a curto prazo", tratando-se de "dívidas antigas à Segurança Social e ao Fisco, cuja cobrança vai até 2027".

"O restante acrescentou é a médio prazo", e diz respeito a empréstimos bancários, que têm vindo a ser amortizados.

"A situação hoje em dia é bastante mais confortável do que quando chegámos [em Junho de 2013], mas foi para isso que nos escolheram", disse Mega Ferreira à agência Lusa.

O responsável salientou ainda "o aumento da procura" pelos estabelecimentos de ensino da AMEC, contando a ANSO, desde há dois anos, com mais de cem alunos - actualmente tem 103.

O director artístico da AMEC, Pedro Amaral, que a partir desta temporada é maestro titular da OML, realçou segunda-feira o trabalho realizado pela actual equipa de gestão nos últimos cinco anos, que cruzou as componentes logística e artística.

"Houve, antes de mais, uma estabilização dos quadros da OML, dos 37 quadros existentes, muitos estavam por preencher e, graças à gestão feita, tem sido possível equilibrar os quadros permanentes da OML", disse o maestro.

Pedro Amaral chamou à atenção para "a constância na organização logística do trabalho da orquestra", que para si considerou como "fundamental".


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