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UGT/Açores diz que modelo de desenvolvimento da região está obsoleto

O actual modelo de desenvolvimento económico dos Açores "está esgotado", o que "impede uma mais rápida aproximação" às médias nacional e europeia, defendeu sábado a UGT/Açores, que propõe uma nova abordagem.

Na sequência de uma reunião do Conselho Geral, a estrutura sindical refere que a aposta num modelo "estatizado, assente em grandes investimentos públicos, sem o retorno económico assegurado, gerador de avultados encargos financeiros futuros e de ineficiências graves de gestão, está esgotado".

De acordo com o comunicado resultante do encontro realizado na cidade da Horta, ilha do Faial, o esgotamento do modelo "dificulta ou impede uma mais rápida aproximação à média nacional e europeia" com "consequências graves" ao nível do desemprego, que se mantêm "persistente e cronicamente mais elevado, em média, na região, quando comparado com o restante território nacional".

O sindicato cita dados estatísticos do último boletim trimestral do Instituto Nacional de Estatística (INE) e Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) para referir que em 31 de Março de 2018 o desemprego nos Açores situava-se em 8,9%, "confirmando assim a tendência crescente" dos últimos seis meses, "superior e em contra-ciclo" com a tendência decrescente que se verifica a nível nacional, de 7,9%.

"Se conjugarmos estes dados com os do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) verificamos que a estes desempregados temos de acrescer ainda uma parte apreciável de trabalhadores desempregados que se encontram inscritos em programas ocupacionais, ou seja, à volta de 6000 indivíduos", refere a UGT/Açores.

Este valor faz com que o número total de desempregados na região "suba para 17.000 açorianos aptos para o trabalho, ou seja, cerca de 14% da população activa, e não 8,9% como divulgado pela estatística".

A UGT/Açores desafiou, por outro lado, a região e o conjunto de órgãos e serviços que tutela a dar início à abertura de um processo negocial para actualizar o subsídio de insularidade dos seus funcionários, que não é alvo de qualquer aumento desde 2012, "fazendo, assim, justiça para com estes seus trabalhadores".

Pretende-se, ainda, a "abertura imediata" do processo negocial que visa consagrar o horário das 35 horas e o direito à carreira dos trabalhadores com contratos individuais de trabalho dos hospitais de Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada, à semelhança do que ocorreu recentemente com o acordo nacional assinado no Ministério da Saúde.


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