CANTINHO DA POESIA


Camões

Por Eduardo Duque
Sol Português

Camões, eu sei a voz
A voz dum poeta...
Aquela que lá dentro soa pra nós...
Nos dá recado, na hora certa.

Nos entoa verta a verdade
Das coisas a acontecerem e até mais...
Aquelas que hão-de nascer por caridade
Se for alma recta, de amor aos demais.

Eu sei Camões, a necessidade de ser poeta
Se por natureza própria ou talvez não...
Que culpa tive, minha alma aberta...
Se deixei ficar espaço, ao lado do coração!

Chamam-na inspiração
Não tenho a certeza...
Nem tão pouco ser convicção
Nunca a vi, mas senti sem ver sua riqueza!

Dizem ser saudade, outros de paixões de amor
Há até quem diga o enamorar da própria Pátria...
Na dor mais fecunda, que a distância fez propor
Rosa nascida, ou cravo vencer, da vida sátira!

Mas que culpa tenho eu?
Não nasci como os demais...
Poderia ter sido ateu...
Não, isso não, acredito plenamente nos imortais!

Na vida que há-de vir
Se for essa a imortalidade...
Cumpri-la-ei no verbo provir...
Na necessidade, de ser Pátria virilidade!

Serei poeta com toda a força
Delinearei versos e poemas...
De meu cérebro, Pátria vossa...
Serei poeta, em meus dilemas!


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