ARTES E CULTURA


Universidade de Aveiro faz pedido de patente nos EUA de etiquetas inteligentes

A Universidade de Aveiro apresentou um pedido de patente nos Estados Unidos de uma tecnologia de monitorização de temperatura, humidade e exposição à radiação ultravioleta, através de uma etiqueta inteligente, revelou na passada semana fonte académica.

O pedido de patente nos EUA surge após o registo de patente já feito em Portugal, com o apoio da UACOOPERA, a estrutura da Universidade de Aveiro (UA) responsável pela ligação com o exterior.

Segundo Rute Ferreira, responsável pela equipa de investigação, o pedido de patente junto das autoridades dos Estados Unidos é justificado por aquele país ser considerado um mercado estratégico para essa nova tecnologia.

O grupo de investigação do CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro, liderado por Rute Ferreira com a colaboração de Paulo André, investigador do Instituto de Telecomunicações, desenvolveu no Departamento de Física etiquetas inteligentes para monitorização de parâmetros físicos, de que são exemplo a temperatura e a exposição à radiação ultravioleta, em tempo real.

"Estas etiquetas assumem o formato de códigos QR, composto por várias camadas luminescentes sensíveis a parâmetros físicos que são medidos por uma câmara de um telemóvel", descreve uma nota de imprensa da Universidade.

Segundo a mesma, a tecnologia permite "novas abordagens para aliar a rastreabilidade e autenticação à monitorização de objectos, documentos ou pessoas, codificando a informação de forma a que o acesso seja restrito".

Por outro lado, relativamente ao cenário real de códigos QR, "permite que a quantidade de informação armazenada aumente até três vezes, adicionando também a capacidade de monitorar parâmetros físicos e de controlar o acesso à informação fornecida, criando acesso público e restrito".

As etiquetas podem ser usadas no rastreamento e monitorização de pessoas ou bens como, por exemplo, rastrear notas bancárias ou monitorar e rastrear produtos alimentares, segundo adianta a Universidade.

"O contexto da pandemia de covid-19 tornou mais evidente a necessidade da medição simultânea da temperatura corporal e o rastreamento rápido e autenticação de pessoas", salienta a nota, acrescentando que o desafio é agora "desenvolver etiquetas eficazes de baixo custo que possam promover a prestação de cuidados de saúde em qualquer local e de forma remota, com recurso a dispositivos inteligentes e personalizados integrados na Internet das coisas (iot).

A tecnologia agora proposta "conjuga o conceito de códigos QR multiplexados em cor com etiquetas inteligentes personalizadas, formadas por várias camadas independentes e padrões de localização inteligentes, fabricadas em substratos médicos, como adesivos médicos e máscaras cirúrgicas".


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