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Tancos/Armas: "Competência para a investigação criminal não é do Exército", diz Ministro

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, questionado terça-feira sobre o caso do roubo de material de guerra em Tancos, disse que "a competência para a investigação criminal não é do Exército e não é do Ministro da Defesa".

À margem de uma visita ao campo militar de Santa Margarida, em Constância, no distrito de Santarém, onde assistiu ao exercício militar internacional "Orion 2018", Azeredo Lopes disse que, no âmbito do caso de Tancos, "o Ministério da Defesa, em colaboração com os diferentes ramos [das Forças Armadas], fez aquilo que era de longe o mais importante, que era tomar medidas de natureza estrutural e de natureza operacional, que garantam, tanto quanto é possível garantir, que nunca mais acontece aquilo que aconteceu em Tancos".

Na resposta aos jornalistas, o ministro da Defesa disse ainda que, "quanto a quem e como aconteceu", que seria a Procuradoria ou a Polícia Judiciária quem poderia prestar informações sobre este caso. "A competência para a investigação criminal não é do Exército e não é do Ministro da Defesa", afirmou.

Questionado sobre o Colégio Militar e os inquéritos disciplinares internos a alunos do 12.º ano, Azeredo Lopes afirmou que, no seu "entender", este tema " é um assunto do Colégio Militar e é um assunto de colégio" e que "não cabe ao ministro da Defesa Nacional estar a interferir na gestão disciplinar de um estabelecimento de ensino".

Azeredo Lopes esteve neste dia de visita ao campo militar de Santa Margarida, no âmbito do exercício internacional "Orion 2018", que decorre em Portugal desde o dia 28 de Abril e que neste dia, 8 de Maio, culminou, com o intuito de treinar e certificar forças designadas para assegurarem os compromissos nacionais determinados pelo Governo e internacionais assumidos por Portugal.

O exercício foi elogiado pelo ministro da Defesa, tendo o governante destacado o "reforço da dimensão internacional, o intercâmbio de experiências, e uma maior competência e capacidade para enfrentar os desafios, quer operacionais, quer em geral, nas missões internacionais, onde Portugal está a participar nos palcos mais exigentes".

O "ORION 18" envolveu um conjunto de actividades de nível táctico e operacional, enquadrados num cenário baseado na componente terrestre de uma operação multinacional, sob a égide da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ou da União Europeia (UE).

Para além das forças nacionais do Exército, da Força Aérea e elementos da Cruz Vermelha Portuguesa, o "ORION 18" contou com forças de Espanha e da Lituânia, num total de cerca de 2400 militares e 400 viaturas.


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