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Aumento do salário mínimo no Ontário provoca penalizações aos trabalhadores

No passado dia 1 de Janeiro entrou em vigor, em toda a província do Ontário, o novo salário mínimo de 14 dólares por hora, um aumento de 21 por cento relativamente aos anteriores 11,26 dólares pagos por cada hora de trabalho.

O governo da província, liderado pelo Partido Liberal, diz que esta é uma medida para melhorar os meios de subsistência dos trabalhadores do Ontário.

Mas, em resposta a este aumento salarial, alguns empregadores decidiram...

congelar as contratações, cortar horas de trabalho aos actuais trabalhadores, deixar de pagar o tempo de pausa no trabalho, e aumentar o custo dos benefícios concedidos aos trabalhadores. – Entre as empresas que tomaram este tipo de decisão está a Tim Hortons, a mais famosa cadeia de comida rápida do Canadá, que vende café, dónutes e sandes de baixo preço.

A Conference Board of Canada, um instituto não-governamental de investigação económica, tinha estimado, inicialmente, que este aumento do salário mínimo mudaria 5 mil milhões de dólares dos lucros das empresas para os bolsos dos trabalhadores. Mas agora, com as contra-medidas implementadas pelos empregadores, a estimativa é que acabem por desaparecer 42.000 postos de trabalho.

Na semana passada, a Primeira-ministra do Ontário, Kathleen Wynne, chamou "indecentes" e "injustos" aos filhos dos fundadores da Tim Hortons, por terem eliminado vários benefícios aos trabalhadores, e acusou-os de exercerem pressões ilegítimas sobre os empregados da cadeia de comida rápida.

Os franchisados do grupo responderam dizendo que o aumento do salário mínimo é muito oneroso para o negócio, e acrescentaram que ele só foi implementado para que o Partido Liberal do Ontário possa marcar pontos junto dos eleitores, tendo em vista as eleições legislativas de Junho deste ano. – Os empresários pretendem que o aumento do salário mínimo continue indexado à taxa de inflação.


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