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A nossa gente anima a noite de TorontoArsenal do Minho em festa rijaFestival de Concertinas e Cantares ao desafio levou mais de mil pessoas ao salão "183"
Por Fernando Cruz Gomes e António PerinúSol Português
É já lugar comum _ e repetitivo... _ dizer que a nossa gente anima a noite de Toronto. Dá-lhe um colorido diferente. É isto, ano após ano, com as tradições, os usos e os costumes, a serem transmitidos de pais para filhos e a perpetuarem-se por cá, em país multicultural como este que todos ajudamos, a construir e a fazer ainda maior. O Arsenal do Minho levou a cabo, no sábado, o 11.º Festival de Concertinas e Cantares ao Desafio. Se avaliarmos pelo número de pessoas que conseguiu juntar, no salão principal da Local 183, teremos de chegar à conclusão de que foi, de facto, um êxito. Mais de mil pessoas estiveram presentes em jantar típico, que depois se transformou em festa de animação e alegria. Os tocadores e cantadores que vieram de Portugal, propositadamente para o efeito, souberam dedilhar as cordas da saudade de toda aquela gente que esteve presente. Eles e naturalmente, vários elementos locais que compareceram para o efeito, eram umas três dezenas de tocadores de concertinas. Para além dos três que vieram de Portugal, aqui se deslocando propositadamente, vários outros _ de uma forma geral ligados ao Arsenal, mas não só _ entraram na festa e animaram as artes, como soe dizer-se. | ||||||||||
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E os cantares ao desafio?Os cantares ao desafio, alguns com letras brejeiras, animaram ainda mais a noite. E arrancaram gargalhadas e aplausos, já que iam tocando cenas e situações de todos conhecidas. Se mais sala houvesse... mais festa haveria. Mas a verdade é que o vasto salão da Local 183 não vai, para o efeito, a mais de 1200 pessoas. De tal forma que o próprio presidente da Direcção do Arsenal do Minho, Abílio Ribeiro, encara a hipótese de nos próximos anos, poder fazer, em vez de uma festa... duas festas. Tocadores e cantadores de lá... deram o mote para uma festa popular "à maneira do Minho". Carlos Ribeiro e Manuel Silva fizeram-se acompanhar da jovem (17 anos) Cláudia Martins, que se portou a contento, mesmo quando teve de responder aos outros. De resto, o seu nome parece ser famoso lá para as bandas do Minho e para outras paragens onde há Minhotos emigrados. Um "senão" pequenino. Que acaba por nos honrar até. É que o Hino Nacional que foi cantado... não teve grande recorde de qualidade. Foi mal cantado. Felizmente, para a preservação da nossa identidade nesse aspecto, temos entre as nossas crianças locais das Escolas quem... cante melhor. De qualquer modo, quando se trata das tais cantigas ao desafio, os tocadores e cantadores que vieram... estão ali para as curvas. E era isso que era preciso. | ||||||||||
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Palavras formais e de amizadeOs presidentes António Letra e Abílio Ferreira, respectivamente da Assembleia-Geral e da Direcção, saudaram todos os presentes, em palavras que deram a entender a sua satisfação. António Letra haveria de dizer que "o Arsenal faz tudo o que lhe é possível para agradar aos sócios e simpatizantes". A determinado momento, foi chamado ao palco Durval Terceira, a quem foi entregue _ pelo apoio que deu à festa _ um artístico emblema do Arsenal, em ponto grande, que, segundo o Business Manager da Local 183, ficará em lugar de destaque naquela mesma agência sindical. Saudações especiais também para Jack Oliveira, Gaetano Strazzanti e Bernardino Ferreira. De resto, estavam no salão, espalhados por várias mesas, muitos elementos daquela delegação da LIUNA. Quando lhe pediram, com antecedência, a cedência do salão da "183" para o ano que vem, Durval Terceira disse, desde logo, que sim, "desde que prometessem que seria uma noite... sem neve". Claro que não sabemos se lhe fizeram essa promessa... Durval Terceira, na ocasião acompanhado da esposa, Helen, referiu com destaque o Dia Internacional da Mulher. "O Arsenal está grato", dizia António Letra, referindo-se a tudo quanto foi feito pelos responsáveis da Local 183. | ||||||||||
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O tempo é mau... porque o Governo é mau...A determinado momento surgiu no salão o deputado federal liberal, Joseph Volpe, que foi, designadamente, Ministro da Emigração do Governo Liberal. Saudou todos os presentes e disse da sua satisfação em estar ali entre Portugueses, numa Local sindical que é bem o sinónimo do progresso que Canadianos de várias origens _ citou, especialmente, os Portugueses e os Italianos _ ajudaram a trazer ao Canadá em geral. Meio a rir meio a sério, foi dizendo que "o tempo é mau... porque o Governo é mau". António César, que fez de mestre de cerimónias, ainda atirou com uma brincadeira onde bom gosto, quando, para falar no Dia Internacional da Mulher, disse que desejava, efectivamente, a igualdade entre homens e mulheres. "É que, assim, eu já mandava um bocadinho..." Fernando Gonçalves _ minhoto de Melgaço - que representava a cônsul, falou também, designadamente, no Dia Internacional da Mulher que então se vivia e enalteceu o clima de unidade entre os minhotos do Arsenal. | ||||||||||
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Os 13 anos do meninoUma noite do Minho _ e aquela era mesmo uma noite do Minho _ dá para tudo. Dá até para se celebrar aniversários. Destaque especial para um menino de 13 anos _ André Soares, filho de Arlindo e Maria Luisa Soares _ que fazia, naquele mesmo dia, anos, e a quem foi dado um bolo de aniversário e cantado os "Parabéns a Você". Momento que, decerto, o menino não mais esquecerá. Ele que fez questão de dizer a todos que era adepto confesso do Futebol Clube do Porto. Daí não vem mal ao mundo, claro. | ||||||||||
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