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Quando a persistência vence

Aos 10 anos, Luso-Can Tuna prova que a juventude luso-descendente sabe construir e suster instituições que se renovam a cada ano

Por Cristina Pereira

Sol Português

A Luso-Can Tuna celebrou este fim-de-semana o 10º aniversário desde a sua fundação. Fê-lo num país, e integrada num continente, onde não existem antecedentes nem apoios para este género de organização estudantil.

Passada que é uma década, a sua acção continua a ser única na América do Norte; e mais significativa se considerarmos que a sua longevidade se regista apesar _ ou talvez em consequência — da sua constante "regeneração". Assente em raízes bem lusitanas, é notável destacar a forma como este grupo de jovens consegue motivar novos elementos para preencher o lugar dos que vão saindo, ao concluírem os estudos.

Plena de exemplos de dedicação académica, a Luso-Can Tuna é também uma fonte viva de cultura e sinónimo da dedicação e determinação das novas gerações, que provam ser bem capazes de se organizar e motivar o suficiente para susterem uma organização de jovens e para jovens.

Fundada a 14 de Março de 1998, momento em que recebeu o baptismo da sua "mui ilustre e nobre tuna madrinha _ a Académica da Universidade dos Açores _ a Luso-Can Tuna desde então tem crescido para além do que muitos esperavam. Amadureceu, evoluiu e tornou-se mesmo num importante símbolo para as novas gerações, espalhando alegria, amizade, "boémia", mas sobretudo uma energia importante para preservarem a sua identidade lusa.

No sábado, (8), a Luso-Can Tuna apresentou-se mais uma vez à comunidade portuguesa para celebrar o feliz aniversário com a forte energia de todos os jovens que a constituem ou alguma vez a integraram.

Numa noite fustigada por um temporal que cobriu a cidade com um enorme manto de neve, Ana Bailão e Joe Barbosa fizeram as apresentações, desempenhando o papel de mestres de cerimónia. Com graça, foram agradando ao publico que chegava ao salão já com forças para o jantar.

Tony Gouveia e Ed Câmara, duas grandes vozes locais, proporcionariam a primeira parte de um concerto constituído por temas eclécticos e do agrado do público. Com canções da sua autoria e outras de renome internacional, o duo entreteve os jovens e menos jovens que se aliaram à comemoração.

Muito aplaudidos, os artistas cederiam mais tarde lugar ao fado, na voz de Sónia Tavares. Ex-elemento da Luso-Can Tuna, a jovem fadista fez-se acompanhar por Hernâni Raposo e Ed Câmara e mostrou que os jovens também sabem apreciar a canção nacional.

Dirigindo-se aos antigos colegas, Sónia Tavares saudou-os e congratulou-se com o aniversário do grupo, destacando as belas experiências que este proporciona aos seus membros _ permitindo-lhes embrenharem-se na rica cultura e no ambiente académico das Tunas, através das suas deslocações, ou quando recebem Tunas visitantes durante os encontros que promovem no Canadá.

A última actuação da noite estaria reservada à Tuna aniversariante. Mais uma vez, os seus elementos fizeram prova da sua grande força de vontade e determinação, proporcionando ao público uma oportunidade para se divertir com as sempre animadas e alegres composições e danças estudantis.


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