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Ai verdinho... meu verdinho

No Canadá campanha de prova dos Vinhos Verdes

Portugueses de cá são "bandeiras" dos nossos produtos

Por Fernando Cruz Gomes

Sol Português

Os Portugueses de cá, aqueles que por aqui mourejam e aqui se integram no País majestoso que é o Canadá, começam a ser entendidos, também, como "bandeiras" que podem ajudar a colocar muitos dos nossos produtos de exportação. E mesmo que haja delegações que, vindas de Portugal, se esqueçam da nossa gente, a verdade é que sabemos todos que assim é. Ou seja, que todos nós contribuímos, à nossa maneira, para tornar ainda mais conhecidos os nossos produtos.

Ainda há dias, um estudioso destas questões nos disse estar certo de que, com a presença dos Portugueses no Canadá, "mostrar vinho aos Canadianos não é tão difícil". E isto porque "o caminho já está desbravado", como nos disse Nuno Silva, da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. A brincar, a brincar, vai-nos dizendo que é quase como quando Portugal vai jogar a outro país. "Há por lá sempre um Português emigrado, que faz as honras da casa", acrescentou.

No (quase) majestoso University Club of Toronto _ ali quase na Queen e University _ processou-se, na quinta-feira, dia 6, uma exposição-mostra e uma prova dos Vinhos Verdes. Das 2.30 às 6 horas da tarde, foram muitos os que passaram por aquele recinto, onde se desenrolam muitas e variadas actividades de grande projecção.

Era a maior região demarcada de vinhos

Esta campanha, levada a cabo pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, não deixa de ser uma grande actividade que vai em breve, decerto, dar mais frutos. Nuno Silva, daquela Comissão, entende que o vinho verde tem algo de especial para agradar.

Em sucessivos seminários, decerto do maior interesse, esteve em Toronto, depois de ter estado em Calgary e Vancouver.

Em rápida conversa, diz entender que o Canadá está ávido em conhecer melhor esta bebida, pelo que ela representa de frescura e de uma combinação de ingredientes. Como seja, uma cuidadosa selecção e uma variedade única.

De resto, faz parte da maior região demarcada de vinhos portugueses. Produz alguns dos mais notáveis vinhos da nossa terra portuguesa. Foi então que Nuno Silva acedeu a falar no Português que, fora da Pátria, "é mesmo o melhor embaixador". Diz-nos que anota isso em cada viagem que faz ao estrangeiro, na promoção deste género de vinhos.

Esta acção de promoção tem o apoio do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas e, entre nós, naturalmente, do chamado ICEP, cujo representante, William Delgado, se desdobrou em informações e em contactos entre quantos compareceram no University Club of Toronto.

Luis Moura, do ICEP, e Fernando Gonçalves, do Consulado-Geral de Portugal em Toronto, também lá estiveram, tendo tido ocasião de dialogar, quer com empresários de vinhos que vieram de Portugal, quer com interessados em acompanhar o mercado vinícola entre nós.

Muita prova de vinhos "diferentes" para melhor

Muitos foram os interessados que estiveram por lá a fazer a necessária prova. Um vinho que para alguns, não era tão conhecido assim, mas que ganhou jus ao epíteto de "excelente", como ouvimos alguém dizer.

"Excelente" e "rico" _ "rico"...vá lá saber-se porquê _ foi o que ouvimos, por exemplo, a um dos empresários ligados a um grande hotel. Entende de vinhos, segundo disse, "mas este é dos melhores e mais criativos", como referiu Douglas Stern.

A prova de vinhos teve, assim, honras de grande acontecimento no University Club of Toronto. Com muita gente, a despeito do mau tempo que se fazia sentir. Pode bem dizer-se que o vinho verde está a ganhar, ainda mais, a apetência de muita gente.

A União Europeia atenta

Sabe-se que a União Europeia já está a fazer o necessário acompanhamento de uma região demarcada e de um produto que continua a ser ligado, naturalmente, a Portugal.

Toronto já conhece, mas vem conhecer ainda mais, a partir de agora, já que estavam presentes nesta mostra e prova, marcas como Alvarinho, Arinto ou Pedernal, Avesso, Azal, Loureiro e Trajadura, entre os vinhos brancos; e Alvarelhão, Borraçal, Espadeiro e Vinhão, entre os vinhos verdes tintos.

Para quem provou, era "uma especialidade", como ouvimos dizer a Tony Vieira que, juntamente com Charles Gomes fica a representar, entre nós, os Vinhos Borges (quem não conhece "Gatão", da Quinta de Simães?!). Ligado aos cafés... vai agora ficar ligado, também, aos vinhos.


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