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Covid-19: Cancelamento de cerimónias de formatura é "maior pena" dos estudantes nos EUA
O cancelamento das cerimónias de formatura, devido à pandemia de Covid-19, é a "maior pena" dos estudantes norte-americanos, disse à Lusa a directora de um instituto português em Rhode Island, Sílvia Oliveira. O Instituto de Estudos Portugueses e Lusófonos (IPLWS, na sigla em inglês) de Rhode Island cancelou vários eventos devido à Covid-19, entre os quais a cerimónia de honras académicas aos estudantes de português, um dos eventos mais apreciados pela comunidade lusófona naquele estado, segundo a directora. "A nossa cerimónia de Primavera de honras académicas em português é uma das cerimónias mais queridas, não só do Rhode Island College [instituição de ensino superior], mas das famílias portuguesas", considerou Sílvia Oliveira em entrevista à Lusa. "Vamos falhar este ano, mas no próximo ano vamos trazer de volta todos os estudantes que recebem honras este ano ( ) com graus em português", explicou a responsável do Instituto em Rhode Island, estado com maior percentagem de população de herança portuguesa nos EUA. A especialista de ensino de português nos Estados Unidos, emigrada de Portugal há 20 anos, acrescentou que a cerimónia de formatura nos Estados Unidos "é algo muito reconhecido e muito querido de todas as famílias" e "uma das maiores perdas para os estudantes". A pandemia de Covid-19, que já infectou mais de 600 mil pessoas e matou mais de 25.700 nos Estados Unidos, obrigou ao cancelamento de muitos eventos académicos na Primavera, um "semestre especial" para o IPLWS, e ao ajuste nos projetos a desenvolver e nas formas de trabalhar. Sílvia Oliveira, também coordenadora do programa de português, do departamento de línguas modernas do Rhode Island College, assegurou que a transição para o trabalho à distância e para as aulas virtuais naquela instituição de ensino superior "foi muito simples" e correu muito bem. Os estudantes "continuam a trabalhar como estagiários do Instituto e em muitos casos, mantêm os seus empregos ou aumentaram horas de trabalho". Entre os novos trabalhos desenvolvidos pelos estagiários do IPLWS destacam-se as traduções em português e crioulo cabo-verdiano de informações sobre a covid-19 para plataformas `online', em cooperação com associações e organizações da sociedade civil. O IPLWS, criado há 14 anos como uma unidade não académica do Rhode Island College, que "vive no centro, no coração da comunidade lusófona", pretende criar ou reforçar ligações entre a instituição de ensino e as comunidades. Sílvia Oliveira explicou à Lusa que a missão do instituto divide-se em três partes: "ajudar e promover o programa de bacharelato e mestrado de português do Rhode Island College; fazer a ligação entre a instituição e a comunidade lusófona local; e desenvolver projectos de pesquisa sobre a língua e as culturas lusófonas". O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já provocou mais de 124 mil mortos e infectou quase dois milhões de pessoas em 193 países e territórios. Dos casos de infecção, cerca de 413.500 são considerados curados. Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia. Os Estados Unidos são o país que regista o maior número de mortes, contabilizando 25.757 até quarta-feira, e o que tem mais infectados, com mais de 600 mil casos confirmados. | ||||
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