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Festival de folclore "Raízes do Nosso Povo" mais pequeno mas com a mesma qualidade

Por Luís Aparício

Sol Português

A pequena "maratona" de folclore que se realizou na tarde de sábado (11), após a Parada do Dia de Portugal e a homenagem aos voluntários, finalizou as actividades previstas para esse dia no programa oficial da Semana de Portugal 2022 da Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO).

Tal como nos eventos anteriores, o presidente da Assembleia da República Portuguesa, Augusto Santos Silva, que se deslocou ao Canadá por ocasião das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, passou pelo local para testemunhar in loco o entusiasmo das várias dezenas de pessoas que assistiram a mais uma edição – a 28.ª – do festival "Raízes do Nosso Povo".

Dirigindo-se ao público, o representante do governo português salientou que o folclore está entre as melhores tradições lusitanas, daí a importância desta realização.

"Primeiro, para nos reunirmos; em segundo lugar, para passarmos uma tarde a recordar as boas tradições da nossa Pátria; e em terceiro lugar, não menos importante, para dar a conhecer aos canadianos a maneira como nós exprimimos, através da música e da dança, os nossos sentimentos", referiu.

Laurentino Esteves, que integra a Direcção da ACAPO e é reconhecido como um dos grandes entusiastas do folclore nacional, aproveitou a ocasião para agradecer ao "presidente da casa da Democracia", como o identificou, por aqui se deslocar e poder "testemunhar que o folclore está vivo entre nós".

O dirigente da ACAPO pediu ainda a Augusto Santos Silva que "leve esta mensagem para a Assembleia da República de que o povo português em Toronto, no Ontário, vive estas tradições com muita garra e muito vigor".

Mais tarde, e em resposta ao pedido para fazer um balanço final do que representou a edição deste ano do "Raízes do Nosso Povo", Laurentino Esteves falou-nos em dois sentimentos distintos.

O primeiro, a alegria
que sentiu por ter a oportunidade, mais uma vez, (...)de apresentar este festival de folclore que durante quase três décadas tem sido um acontecimento anual, interrompido apenas pela pandemia de Covid-19.

O segundo, alguma tristeza também porque, como explicou, "gostava de ter 23 ranchos [a actuar], como tive em 2018, mas devido à situação que atravessamos, não foi possível".

Apesar disso, considerou ter sido "uma tarde maravilhosa de folclore, depois de uma Parada [do Dia de Portugal] intensa".

Laurentino Esteves, que há 28 anos apresenta o festival "com a maior satisfação do mundo", como fez questão de destacar, sublinhou ainda que o folclore "é o nosso cartão de identidade, está no nosso ADN" e que sem ele "ficamos mais pobres e não somos os mesmos – a comunidade portuguesa não é a mesma", afirmou.

Por último, deixou uma nota positiva para o público, uma vez que os espectadores "apareceram em grande número e ficámos, naturalmente, muito satisfeitos porque" – como ressalvou – "a festa faz-se com pessoas e para as pessoas".

A 28.ª edição do festival de folclore "Raízes do Nosso Povo" teve por palco o parque de estacionamento em torno do estabelecimento da Padaria e Pastelaria Caldense Bakery situado ao N.º 337 da Symington Avenue e incluiu actuações dos ranchos Províncias e Ilhas de Hamilton, Grupo Folclórico Transmontano, Associação Cultural do Minho, Associação Migrante de Barcelos, Arsenal do Minho de Toronto e ainda de "Os Bombos" do Arsenal do Minho de Toronto.


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