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Na Igreja de Nossa Senhora de FátimaSenhor Santo Cristo dos Milagres também em BramptonO que faz andar toda aquela gente... é a devoção e a fé
Por Fernando Cruz Gomes e Noémia Gomes
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Quando, no domingo, olhámos aquela mole imensa de gente... não pudemos deixar de anotar que o Santo Cristo dos Milagres, decerto, não deixou de abençoar as multidões, interessar-se pelos seus problemas, viver, afinal, com todos no decurso dos anos. Para os fiéis, decerto que esta é a mensagem principal. Até porque, havia por ali muita gente tocada pela mão de Cristo. Um deles é, sem dúvida, Guido Pacheco, um dos organizadores das festividades e o presidente da Comissão de Festas. Quando lhe atirámos com a pergunta sobre o que é o que o faz andar, não deixou de dizer que "foi o milagre que eu recebi, há cerca de 7 anos". Conta mesmo: "quando estive paralisado, afervorei a minha Fé... tive Fé com Ele. E mesmo estando paralisado há quase ano e meio... estou, hoje, aqui, como nada se tivesse passado". | ||||||||||||
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Testemunho vivo... de uma vidaGuido Pacheco afirma: "Foi tudo a ajuda do Senhor Santo Cristo... e eu, até ao resto da minha vida, vou fazer o que estou fazendo para Ele". Palavras que lembram que, de facto, "a Fé é capaz de mover montanhas". Muitos outros casos, decerto, por ali, naquela procissão do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Até por haver por lá, na procissão, muitos e muitos círios, a lembrar outras tantas promessas, muitas pessoas descalças, em penitência. Procissão que vai agora no seu terceiro ano. De resto, desde Setembro de 2007, a Paróquia tem uma nova imagem do Senhor Santo Cristo, feita em Braga, e que será uma cópia fiel da que se encontra no Convento da Esperança de Ponta Delgada. Imagem que fica, todo o ano, numa capela lateral do templo. O padre André Chilmon andava por ali feliz. Até porque tinha consigo, para além de muitos sacerdotes das áreas onde há Paróquias Portuguesas, o Bispo John Boissoneau, que acompanhou todo o percurso, mas ruas limítrofes à igreja de Nossa Senhora de Fátima. Sir Lou Dr, Hurontario, Ray Lawson Blvd e Malta (a rua da igreja) viram passar a procissão. | ||||||||||||
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O padre Libório nunca faltaUma lenda viva do amor ao Santo Cristo dos Milagres também por lá ia. Talvez menos jovem. Eventualmente a olhar mais para o alto. Era o padre Libório Tavares que, durante umas duas décadas, levou a cabo as mesmas Festas do Santo Cristo na Igreja primeira dos Portugueses no Canadá. Gostámos de o ver, como gostámos de ver tantos outros sacerdotes que se juntaram à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, de Brampton, para elevar as preces aos céus. Como gostámos, ainda antes da procissão, o andor de Cristo ter sido transportado, ainda que por escassos metros, por três homens em cadeiras de rodas. Três Bandas a acompanhar a procissão, a Lira Portuguesa de Brampton, a Lira Bom Jesus de Oakville e a Banda do Senhor Santo Cristo dos Milagres, de Toronto, que tem a sua sede na vetusta igreja de Santa Maria, onde a devoção ao Senhor Santo Cristo começou há quase 45 anos. A devoção, que veio com os Açorianos da diáspora, entranhou-se em várias cidades do Ontário, como Cambridge, Kingston, London, e Leamington. E em muitos outros pontos do Canadá. Uma Festa em grande. Religiosa e profana, em simbiose que vem, de resto, dos arcanos da História e das ilhas dos Açores, especialmente de São Miguel. Quatro dias de festividades que fomos acompanhando, aos poucos, quase todos os dias. E que terminaram, afinal, domingo, na parte religiosa, com uma pregação do padre Norberto José Toste Brum, que uma vez mais, a todos empolgou. | ||||||||||||
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Um Sacerdote que veio de São MiguelLogo na sexta-feira, 11. às 7 horas da tarde era uma Missa pelos doentes. O celebrante, o padre Norberto Brum, haveria de ser, também, o pregador das festividades. Um pregador que traz a "lição estudada", no melhor sentido do termo, já que veio de São Miguel, onde a procissão e as festas – ainda que em Maio – têm ainda mais força e mais ânimo. Era a inauguração da nova Capa, Resplendor, Ceptro e Relicário do Senhor Santo Cristo. E as palavras do sacerdote pregador haveriam de cair bem em quantos estiveram concentrados na Missa primeira das Festas deste ano. No sábado, era a mudança da imagem da sua capelinha para o interior do templo. Primeira uma pequena procissão em volta da Igreja. Uma procissão que teve, desde logo, o acompanhamento de duas Bandas, uma local, a Lira de Brampton, e outra, de Toronto, a do Senhor Santo Cristo dos Milagres. | ||||||||||||
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E mesmo que a gente, no domingo, fosse muito mais, a verdade é que a procissão da mudança da imagem teve muitos e muitos presentes, que ficaram logo para a Missa então celebrada, antes do arraial, com que se fecharam todos os dias das festividades. Bem ao exemplo de São Miguel. A verdade é que a comunidade de expressão portuguesa residente na cidade de Brampton, esteve em foco, por ocasião das mais lindas festas em Honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres. Gente de Brampton e de várias outras zonas (designadamente Toronto). Fé e devoção do povo. De facto, os dias 11, 12, 13 e 14 de Setembro foram dias de muita fé. De muita devoção para com Senhor Santo Cristo dos Milagres. Na segunda-feira dia 14, pelas 18 horas da tarde, o já tradicional cortejo de oferendas, e logo a seguir, a celebração da Santa Missa de Acção de Graças. Após a Missa, procedeu-se às habituais arrematações e ao arraial, com o concerto pela "Banda Lira de Brampton" e espectáculo. | ||||||||||||
Um conjunto de boas-vontadesA verdade é que na Igreja de Nossa Senhora de Fátima multiplicam-se as iniciativas da fé. Não fora isso e não haveria, decerto, tantas presenças a integrarem-se na procissão. O pendão era o primeiro, sim. O pendão de abertura. E Vimos de tudo um pouco. As Bandas. Os Romeiros da Igreja local. Irmandade do Divino Espírito Santo, de Brampton. A Casa dos Açores, com a presença designadamente do seu presidente, Carlos Botelho. Carmelitas, Legião de Maria, Grupo de Oração Carismática Sagrada Família, Grupo Bíblico, Movimento de Casais e Grupo de Preparação para o Matrimónio. Grupos que, por norma, funcionam na Igreja. Mas há mais. Grupo de Jovens e entre eles os estudantes universitários (com capa e tudo). Grupo Os Alegres. O Rancho Folclórico de Brampton. Etc., etc. O pendão do Senhor Santo Cristo dos Milagres à frente. Com muita gente descalça. Com centenas de opas. O padre André. Anjos, muitos meninos e meninas vestidos de Anjos. Kniths of Columbus. Muitas promessas e muitos círios. Tudo a dar a entender que a procissão foi bem organizada. | ||||||||||||
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Os ArraiaisA parte religiosa contada... há que partir para a parte profana. A exemplo do que se passa em toda a parte onde as Festas do Santo Cristo entram nos hábitos das gentes. Logo na sexta-feira, depois da abertura da iluminação – e que bonita ela estava! – música com o DJ Electrosound. E o TNT também. No sábado, vimos, com prazer Mario Marinho, a cantar como ele sabe. A entusiasmar as plateias que se fizeram, desde logo, no largo fronteiriço à parte detrás da Igreja. Vimos a Stephanie Tavares, uma senhora artista, a ganhar o seu espaço em cada espectáculo que faz. O mesmo para Jessica Amaro, que vai ganhando as esporas de grande amazona nesta arte de saber cantar. | ||||||||||||
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Tony Melo e o seu conjunto Starlight entrou, naturalmente, na dança. Já não o dispensam neste género de festas populares. Vimos muitos e bons artistas. Sábado e domingo. Lucy e Bela. Helena Abrantes. António Oliveira. Os Alegres (divertidos como sempre). Depois... os Grupos Folclóricos. Tudo a condizer com as grandiosas Festas do Santo Cristo que Brampton (Português) está a fazer cada vez maiores e mais grandiosas. | ||||||||||||
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