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Relações económicas Portugal-Canadá estão mais fortes

Almoço organizado pela FPCBP e EUCOCIT

Por Fernando Cruz Gomes
Sol Português

A Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos tomou a iniciativa de trazer à comunidade portuguesa a Embaixadora do Canadá em Portugal, Anne-Marie Bourcier. Era o primeiro almoço de uma série organizada pela FPCBP. A iniciativa, anunciada como também aberta ao público em geral, decorreu no Europa Catering. Não houve muita gente... mas houve a presença de alguns empresários da comunidade, alguns dos quais, no final, até entraram em diálogo com a diplomata.

Numa organização conjunta entre a FPCBP e a EUCOCIT, o tema da conferência centrava-se nas relações económicas entre Portugal e o Canadá e no Acordo Económico entre a União Europeia e o Canadá. Nas perguntas feitas, a questão da Emigração foi também levantada e teve resposta de "quanto baste" por parte da Embaixadora que, decerto, não achou oportuno avançar muito, designadamente quando se falou no facto da secção de vistos não estar sedeada em Lisboa.

Embaixador Português esteve presente

Entre outras individualidades presentes neste convívio, destaque para o Embaixador de Portugal em Otava, Pedro Moitinho de Almeida; e para o novo Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Júlio Vilela, que, segundo a Federação, faria a sua primeira apresentação pública em Toronto, o que nem é inteiramente verdade, já que nós próprios já fizemos outras reportagens em que Júlio Vilela esteve presente.

A embaixadora Anne-Marie Bourcier entrou no Departamento dos Negócios Estrangeiros e Comércio Internacional em Setembro de 2002, como directora Geral das Relações com África. Em 2007 foi nomeada Embaixadora do Canadá em Portugal após ter cumprido dois anos como representante do Canadá na Embaixada da Finlândia.

Nos anos anteriores foi funcionária da Agência Canadiana do Desenvolvimento Internacional, tendo sido nomeada para diversas posições de destaque em programas de desenvolvimento em África e na América Latina. Entre outros, Bourcier trabalhou na República Democrática do Congo, Marrocos e África Ocidental.

Embaixadora atenta a pormenores

Não é uma novata nestas andanças, não. Talvez por isso, esteve atenta a todos os pormenores que poderiam interessar à assistência. Logo de início lembrou os 400 a 500 mil luso-canadianos, por cá residentes, acentuando que somos todos parceiros do Canadá, em organismos como a NATO, a OCDE e a ONU.

Não deixou de falar, ainda, na eventualidade do Canadá entrar verdadeiramente em África, também com a ajuda de Portugal.

Nos termos do acordo entre o Canadá e a União Europeia, Anne-Marie Bourcier disse, desde logo, que "não estamos em tempo de portas fechadas" e, bem ao contrário, "são cada vez mais importantes as parcerias possíveis".

Referiu todo um leque de novas oportunidades e negócios do Canadá em Portugal e de Portugal no Canadá. O grande mercado da Europa – "e o grande mercado é a Europa", como disse – tem de se abrir ainda mais aos interesses do Canadá. Falou em produtos para a agricultura e para os transportes, sem deixar de mencionar a alta tecnologia, como alguns dos produtos da criatividade canadiana para entrarem noutros mercados.

Liberalizar mercados

A iniciativa do acordo Canadá-UE é, no fundo, a "iniciativa de quem quer liberalizar mercados, com acrescidos potenciais para trabalhadores e empresas", motivo porque é "ainda mais ambicioso o acordo entre o Canadá e a União Europeia".

Mesmo quando falou na eventualidade de avançar ainda mais nas parcerias da NAFTA e da União Europeia, não deixou de assinalar "as excelentes relações entre Portugal e Canadá". E como está para breve um novo acordo, o tempo urge, para novas matérias comerciais. Lembrou que "Portugal sempre apoiou as relações do Canadá com a União Europeia, designadamente quando presidiu à UE".

Falou em Angola e no impulso que Portugal pode dar no incremento de melhores e mais valiosas relações comerciais e ao falar em firmas portuguesas que estão também no caminho para África, a Embaixadora disse que "eu e os meus colegas estamos ansiosos por avançar ainda mais com as relações com Portugal".

O bacalhau também "esteve" à mesa

Falou no Euro e no Dólar. Falou, afinal, no bacalhau que "nós temos e Portugal tanto aprecia". Lembrou os progressos feitos por Portugal na energia solar, acentuando ser cada vez mais necessário "explorar novas áreas". No sector das minas lembrou até que Portugal tem cá... dois grandes investidores portugueses.

Já no fim, e na secção de perguntas e respostas – mais para os presentes do que para os Jornalistas, que tardaram em "avançar" com questões – a Embaixadora falou na secção de vistos da Embaixada, enaltecendo "o bom trabalho feito pelos colegas em Paris, com apoio pontual, designadamente, de Madrid". E mesmo os eventuais problemas e constrangimentos não serão resolvidos, no Ministério dos Negócios Estrangeiros – a que pertence – mas no Ministério da Emigração.

Disse que a secção consular está a funcionar bem, a despeito de alguém lhe lembrar que a Madeira, por exemplo, não tem um médico aceite e aprovado para as necessárias inspecções médicas, para efeitos de emigração, tendo os interessados de se deslocar aos Açores ou ao Continente. A Embaixadora prometeu que iria agilizar a solução.

No final, houve prendas para a Embaixadora Anne-Marie Bourcier, para o Embaixador Pedro Moitinho de Almeida e para o Cônsul-Geral Júlio Vilela.

Por nós, assistimos ao que era possível. A Federação Luso-Canadiana de Empresários e Profissionais avisara, desde logo, os órgãos de Informação, que estariam convidados para um café no Europa Catering, a partir das 14h30 de terça-feira.

O objectivo, explicado na nota a que nos referimos, era mesmo assistir à alocução da Embaixadora do Canadá em Lisboa, Anne Marie Bourcier. Reservava-nos a oportunidade, também, para um primeiro encontro directo com o novo Cônsul-Geral de Portugal em Toronto. O almoço era às 13h00, e as palavras do Cônsul e do Embaixador Pedro Moitinho de Almeida – que se deslocou a Toronto – ocorreram durante o almoço... a que não assistimos. Custou-nos foi não ouvirmos as palavras dos dois altos funcionários portugueses.

Mas adiante que a sessão geral final deu-nos para ficarmos com uma ideia generalizada de tudo.


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