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Mais canadianos relatam apego à língua materna do que ao Canadá, revela sondagem

Uma nova sondagem revela que mais canadianos relatam sentir forte apego à sua língua materna do que a outros marcadores de identidade, incluindo o próprio país onde residem.

O inquérito de opinião, conduzido no período de 8 a 10 de Julho pela Leger para a Associação de Estudos Canadianos, recolheu as respostas de 1764 canadianos e descobriu que 88% dos entrevistados relataram ter um forte sentimento de apego à sua língua materna, com 85% a relatarem o mesmo em relação ao Canadá.

A maior importância dada à língua foi especialmente notável entre os francófonos e os povos indígenas, mas em todos os casos superou quaisquer outros marcadores de identidade, incluindo área geografia, grupo étnico, raça e afiliação religiosa.

Dos marcadores de identidade considerados nesta pesquisa, os canadianos revelaram ser menos propensos a indicar terem um forte sentimento de apego a um grupo religioso.

Segundo o presidente da Associação para os Estudos Canadianos, Jack Jedwab, os resultados da pesquisa destacam o papel importante que a língua desempenha na nossa identidade.

Na sua avaliação, é preciso ter presente que não se deve subestimar o valor da língua, dada a importância que esta pode ter para uma comunidade.

Para mais, anotou, a língua tem a dupla função de facilitar a comunicação e ser uma expressão da cultura.

Para os canadianos cuja língua principal é o francês, 91% relataram sentir forte apego ao idioma, em comparação com 67% que admitiram nutrir o mesmo sentimento pelo Canadá, e até no Quebeque foi maior o número dos que referiram sentir mais apego à língua materna do que à província francófona.

Só 37% dos inquiridos admitiram ter fortes sentimentos de apego a um grupo religioso.

A pesquisa da Leger revela também que mais de metade dos quebequenses francófonos dizem saber inglês suficiente para manterem uma conversação, o que contrasta com menos de um em cada 10 entrevistados anglófonos em todas as províncias, excepto no Quebeque e em Nova Brunswick, que afirmam poder conversar em francês.

De acordo com o último Recenseamento, o bilinguismo inglês-francês aumentou de 17,5% em 2011 para 17,9% em 2016, o nível mais alto na história do Canadá, sendo que mais de 60 por cento desse crescimento é atribuível ao Quebeque.


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