PENA & LÁPIS


Alzheimer e Fénix

Por Francisco G. Amorim
Sol Português

Recentemente tive oportunidade de escrever no meu blog sobre senilidade e imaturidade e, como em todos os assuntos, sempre fica muito por dizer, mesmo quando os textos são escrito por investigadores, professores, etc.

Basta ver o caso de Camões, sobre quem se escreveram centenas ou milhares de livros, e parece que a realidade é que nada de concreto se sabe sobre a mais importante personagem da língua portuguesa.

Voltamos agora a falar um pouco mais sobre essas senilidades e imaturidades, mas acrescentando-lhe um outro aspecto, o renascimento.

Antes disso gostaria de passar duas "palavras", que são o título do texto, e enquadrá-las nas perspectivas actuais, em relação à senilidade e à imaturidade. Vou acrescentar um pouco ao que escrevi para que melhor se possa entender o raciocínio que me levou a compor este texto.

Os que vão desaparecer primeiro, com toda a probabilidade, serão os senis (lembra o idiota grito dos gladiadores ao saudarem o imperador de Roma: "Os que vamos morrer, a ti te saudamos!"), grupo que dado o momento sócio-económico, financeiro e sanitário que estamos a viver deveria associar com a família de quem descendem: os visigodos!

Os tais visigodos que por guerras internas e incapacidades entregaram a Península Ibérica aos mouros que, na sua expansão, chegaram às portas de Paris!

O que estamos a assistir pela Europa fora, sobretudo e quase exclusivamente a Europa Ocidental, e a Escandinávia, aquela que viveu e cresceu e deu lições ao mundo com a sua cultura greco-romana-judaico-cristã, e a Europa do aparentemente impecável socialismo, agonizam.

Em solidariedade (nada a ver com o sindicato polaco com esse nome), o chamado Reino Unido também se juntou a esse grupo, malgré a brincadeira do Brexit – não fossem eles anglo... saxões!

Este primeiro considerando pode levar a imaginar que todos estes godo-saxões terão um antepassado comum, que se chamou Alzheimer.

Fazendo um pequeno retrato, aliás laudo médico, sobre os sintomas evidentes dessa família, onde raros são os que do fundo do poço gritam por socorro sem que alma alguma os escute, temos:

1.- A tsnunami islâmica a inundar esses países, e os autóctones... a verem e a deixarem;

2.- Os governos cobardemente a fingirem que não vêm – não querem ver – nem reagem às atrocidades cometidas por esses invasores contra cidadãos, matando judeus e cristãos e dando risada;

3.- Paris financiou até a construção da Grande Mesquita, e só em França há mais de duas mil mesquitas enquanto fecham igrejas e sinagogas;

4.- Barcelona (ou a Catalunha?) quis vender a sua Monumental Praça de Touros de Barcelona para um saudita ali construir a maior mesquita da Europa;

5.- Os invasores exigem que se acabe com a festa de Natal;

6.- Obrigam as escolas a servirem comida halal;

7.- Gritam para que não se sirva carne de porco;

8.- Atacam sinagogas e igrejas e destroem cemitérios de judeus e cristãos;

9.- Na Noruega quem se queixar de estupro praticado por islamita, se não tiver ferimentos, ainda tem que pagar as custas do tribunal e pesada multa;

10.- Ao mesmo tempo, grupos LGBT e bolcheviques, a governarem, por exemplo, a Espanha, propõem leis do aborto e outras em que se retiram os filhos aos pais para serem educados pelo Estado; querem que as crianças sejam ensinadas a se masturbarem; e recomendam que os pais possam ter relações sexuais com os filhos (filhos do Estado!);

11.- Estão a preparar ainda outras leis para instituir a censura, que já está nos órgãos de informação, para calarem os meios de comunicação sociais;

12.- Querem considerar lei de traição criticar o governo;

13.- Em Espanha querem até abolir a língua espanhola (sic) e que se falem "dialectos ou línguas regionais" como o basco, catalão, galaico, etc.; isto é: destruir a unidade do país.

A lista das aberrações continua. E o povo? Aquele que vota, e votou, nestas animalidades, já não reage.

DNA de Alzheimer. Já não entendem o que se passa, não ouvem, não vêem, não se interessam. Parece estarem simplesmente a aguardar a eutanásia natural ou imposta. Morte morrida ou morte matada! Este é o panorama que transparece do que está a parecer!

Adeus Europa da Cidade de Luz e de Victor Hugo, de Westminster e Shakespeare, das Portas de Brandeburgo e Beethoven, do Prado e das Cibeles, do Coliseu de Roma e de Verdi, da consciência e arrumo social dos escandinavos, e até do bacalhau com vinho tinto.

Depois os imaturos – e referi na altura que além da jovem África, que ainda não chegou à adolescência mas tornar-se-á adulta, todo o continente americano vive duma imoral imaturidade.

Comecemos pelos famosos e ricos (ainda) Estados Unidos da América, dominados pelos invasores calvinistas com um único fito "abençoado" pela religião: enriquecer, enriquecer, enriquecer. De qualquer modo, à custa de quem quer que seja e o mais rápido possível. Só sob esta mentalidade é que os EUA chegaram, tão rápido, ao apogeu que está a caminho de se apagar.

Fizeram com que o país fosse rico à custa, sobretudo, do braço do africano, até hoje segregado, maltratado, espezinhado! Dizimaram a maioria da população autóctone para lhes roubarem as terras. Criaram a lei de Lynch para matarem – leia-se: assassinarem – legalmente.

Quando os latinos chegaram para assumir as tarefas menores que os invasores não queriam fazer, trataram-nos, e tratam-nos, do mesmo modo que aos africanos a quem, por eufemismo, chamam afro-americanos.

Nota: os invasores são euro-americanos! Mas foi bom que tirassem o "euro" porque a Europa sempre foi mais civilizada, em termos humanos... depois da Inquisição e da Revolução Industrial Britânica !!!

Voltemos aos EUA. Poder, poder, poder. Exploração das riquezas naturais até que se esgotem, não importa o quanto se destrói.

Desertos transformados em campos férteis e de alta produtividade através da utilização desmedida das águas subterrâneas, que não tardam a se esgotarem; a desenfreada caça ao petróleo através da fractura do xisto, que acabará por tornar improdutivos milhões de quilómetros quadrados de terras férteis; a luta infame que faz o progresso das indústrias químicas, quer de medicamentos quer de insumos agrícolas que estão a alterar o nosso DNA; a fobia das máquinas de guerra, poderosíssimo factor de exportação...

E assim o povo americano caminha para uma auto-destruição. Quando? A continuarem com tamanha ganância, não será muito longe.

Chegamos à América Latina. Na grande maioria dos casos com imenso desprezo dos conquistadores sobre os povos conquistados que os levou, e continua a levar, numa rota de revolução socialista-bolchevique da qual sairão algumas décadas depois, mais pobres e mais perdidos.

O maldito foro de São Paulo, centro de "estudos e divulgação comunista", envenenou todos os países latino-americanos. A luta pelo poder. Somente pelo poder. Não têm planos de governo. Alardeiam o tal socialismo, que se sabe ser uma imensíssima farsa. O plano é um só: poder, poder, poder. Roubar.

O povo, demasiado imaturo, inculto, muitíssimo inculto, não conhece a história – nem a sua história – e acredita nos demagogos que os enganam. E vão enganar até um dia, tarde, quando todos estiverem com a grilheta no pescoço. Talvez então uma Perestroyka os ajude a serem gente.

Uma olhada na Europa Oriental, naqueles países que estiveram sobre a pata da URSS. Quando se viram livres, os seus cidadãos aspiraram a visitar Paris – aquela Paris dos cabarés, da Torre Eiffel e de Victor Hugo – mas não demorou a verem que estavam a visitar moribundos, e então pensaram em si próprios, independentes, livres de influências idílicas e de carrascos, e decidiram que era tempo de seguirem o seu próprio caminho, de renascerem. E lá vão eles, na contra-mão da falsa União Europeia, construindo ou reconstruindo as suas culturas e futuro.

Os árabes, aliás os muçulmanos, nem imaturos nem senis, mas ambiciosos. Foram senhores, e cultos, das suas terras e ainda de grande parte da Europa, que perderam por dissenções entre eles – dissenções essas que permanecem e os vão relegar para segunda categoria.

Exemplo grande, quer se goste ou não, vem lá do extremo oriente. Lá, onde há milénios se descobriu a seda, os chineses entraram num tipo de vida confuciana, calma, filosoficamente virados para o seu bem estar. E na sua paz, os ingleses desgraçaram as suas vidas com o negócio do ópio.

Depois chegou Mao, que matou milhões para impor o seu cobarde comunismo, e só há bem poucos anos a China começou a perceber o seu potencial, a reaprender a sua milenar cultura. Hoje está-se a impor ao mundo duma forma que se pode dizer violenta, mesmo sem guerras. Representa-se a Fénix como uma ave que renasceu das cinzas e volta a ser aquele animal imponente. A China.

Há dias assisti a um programa sobre uma grande pianista chinesa, Zhu Xiau-Mei. Foi maltratada no tempo da Revolução Cultural, saiu do seu país, foi completar os estudos de piano nos EUA e em Paris, e ao fim de 35 voltou à sua terra, onde deu inúmeros concertos.

O que ela constatou vem a propósito de tudo isto: 70 ou 80 por cento das pessoas que foram assistir aos seus concertos (quase sempre tocando Bach) tinham entre 20 e 30 anos de idade. Sôfregos para aprenderem, para se instruírem. No chamado mundo ocidental, a média de idade dos que vão a esses espectáculos é acima de 60 anos!

Não é difícil perceber como a China está a renascer, com fome de cultura – chinesa ou ocidental – num imenso frenesim para beber de todas as fontes. E assim cresce a uma velocidade alucinante.

É evidente que as indústrias chinesas ainda têm MUITO que aprender em ética e qualidade. Mas logo, logo chegarão lá. De momento, é ainda a euforia.

Mas quando olhamos para este pequeno exemplo que a juventude chinesa nos dá, sabendo que no mundo civilizado concertos clássicos são ignorados, ou quase, pela juventude que prefere boates com música electrónica e drogas, consegue ver-se – já não é só entender – como a China não tarda em dominar este mundo do Alzheimer que está a destruir o presente e o futuro, onde se cospe na cultura e na história, e onde se vê que mentalidades podres e cobardes tudo fazem para destroçar os países.

Desde sempre se viu nascerem, crescerem e morrerem impérios e civilizações. Estamos em vésperas de assistir a uma grande reviravolta na humanidade. Sem guerras e sem bombas. Só com vontade, cultura e disciplina. E vergonha.

Dois interessantes pensamentos deixados por Confúcio:

· Se queres prever o futuro, estuda o passado.

· O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros.

www.fgamorim.blogspot.com


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