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Deputada preocupada com problemas que residentes de Davenport enfrentam à chegada ao Canadá

A deputada federal Julie Dzerowicz, que representa em Otava o círculo eleitoral de Davenport, onde residem a maior comunidade de origem portuguesa no Canadá, disponibilizou-se para falar à comunicação social via webinar na passada quarta-feira (10) para abordar algumas das principais dificuldades pelas quais muitos viajantes estão a passar, incluindo residentes daquele distrito quando regressam ao ao Canadá.

Entre os assuntos abordados citam-se as regras de reabertura das fronteiras, os testes PCR de despistagem da Covid-19 e os desafios que alguns idosos enfrentam ao lidarem com o aplicativo (App) ArriveCAN no regresso ao Canadá, bem como formas de tornar a viagem mais fácil para os viajantes que não estão habituados às novas tecnologias.

Conhecedora de que os residentes de Davenport – muitos deles portugueses – estão a ter problemas à chegada ao país, a deputada alerta-os para o facto de que os viajantes devem carregar o certificado electrónico comprovativo de vacinação no aplicativo ArriveCAN, além de terem de apresentar um teste molecular da Covid-19 com resultado negativo, realizado nas 72 horas anteriores.

Caso se dirijam aos Estados Unidos por via terrestre e passem menos de 72 horas naquele país, podem apresentar o resultado de um teste molecular negativo feito no Canadá antes da partida para cumprir este requisito.

Os testes moleculares aceites incluem: PCR (reacção em cadeia da polimerase), teste molecular de amplificação de ácidos nucleicos (TAAN) e teste de amplificação isotérmica mediada por loop de transcrição reversa (RT-LAMP).

Os testes rápidos de antigénio (TRAg) não são aceites devido a terem maior incidência de falsos negativos, em comparação com os testes moleculares.

Os cidadãos canadianos e residentes permanentes que não conseguirem enviar essas informações para o aplicativo ArriveCAN serão obrigados a fazer quarentena durante duas semanas à chegada ao Canadá, mesmo que possam apresentar o comprovativo de vacinação na fronteira.

Já os estrangeiros que não conseguirem fazer o upload dessas informações na ArriveCAN, ou que não puderem apresentar um teste molecular Covid-19 negativo, podem ver ser-lhes negado o embarque no voo de regresso ao Canadá.

A deputada Julie Dzerowicz diz que é importante que as pessoas tenham alguém com experiência em tecnologia nos dois lados do Atlântico para os ajudar em todas as etapas do processo.

Segundo indicou, o aplicativo ArriveCAN não requer um telemóvel smartphone e o comprovativo de vacinação pode ser carregado num computador tradicional ou portátil, através do portal travel.gc.ca.

A deputada referiu também que formalizou um pedido junto do actual ministro da Segurança Pública, Marco Mendecino, para aferir da possibilidade de ser implementado um processo para que os viajantes possam carregar informações sobre as vacinas, após a chegada ao Canadá.

O Canadá, recorde-se, abriu as fronteiras aos visitantes estrangeiros a 7 de Setembro, sendo que o requisito de quarentena num hotel aprovado pelo governo foi retirado em Julho.


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