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"Baile de Despedida" anima CCPM em véspera de eleição de novos corpos gerentes

Actual presidente, Jorge Mouselo, recandidata-se a mais um mandato

Por Rómulo Ávila

Sol Português

A noite de sábado (14) no Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) foi dedicada ao "Baile de Despedida", convívio que habitualmente assinala o final do mandato duma Direcção e serve de prelúdio para a eleição de novos corpos dirigentes.

A próxima Assembleia-Geral está já marcada para dia 29 de Janeiro, pelo que o primeiro a intervir publicamente durante o encontro foi precisamente o presidente desse órgão deliberativo, Gilberto Moniz, que aproveitou a ocasião para destacar o espírito de união que existe entre todos os que colaboram com o clube.

Admitindo que nos últimos anos se viveram "tempos complicados" para a colectividade, tal como para todo o movimento associativo, o presidente da Assembleia-Geral garantiu que este importante Centro Cultural vai continuar dinâmico, com muitas acções mensais dinamizadoras da comunidade.

"Ajudem a fazer desta uma grande casa e não se esqueçam de participar activamente na próxima reunião de sócios", incentivou, lembrando que é o contributo de todos que permite o sucesso da agremiação.

Jorge Mouselo, que preside ao Executivo, aproveitou a sua alocução para, em curtas palavras, agradecer publicamente "do fundo do coração a toda a equipa" dirigente que com ele conseguiu, como destacou, concretizar "todos os objectivos" a que se propuseram, fazendo votos para que "assim continuem: fortes, unidos e solidários".

O actual presidente levantava o véu da sua recandidatura a um novo mandato, facto que mais tarde viria a confirmar em afirmações exclusivas ao jornal Sol Português.

Neste contexto, quando questionado pela nossa reportagem sobre o balanço do mandato que agora termina, Jorge Mouselo foi peremptório: "o balanço é fenomenal, é incrível".

"Este mandato, e principalmente este último ano, foi fantástico. Era difícil de acreditar que com tantos problemas iríamos chegar ao ponto que chegámos. Há um ano, eu nunca pensava chegarmos aos níveis e aos objectivos a que chegámos hoje e penso que a comunidade em geral reconhece isso", opinou.

Os desafios foram muitos, mas considera que foi possível superá-los e que estão de volta à actividade com muito público e a aderência dos sócios.

"Depois da pandemia e de outros problemas, conseguimos, devagar mas com muita fé e força, ter de volta os nossos convívios e os nossos eventos cheios de gente", afirmou, reforçando que "até financeiramente penso que conseguimos virar a página".

Confessa, no entanto, que por várias vezes pensou desistir.

"Não posso esconder muitas noites sem dormir, a pensar no que vai acontecer, como é que nós vamos fazer, como é que a gente vai puxar isto tudo para cima, como é que vamos conseguir ultrapassar certas e determinadas barreiras", admitiu.

Mas neste momento de balanço, e com resultados francamente positivos, o principal rosto da Direcção do CCPM não se esquece que foi este elenco directivo que o apoiou e que, junto com a sua família, nunca o deixou ir-se abaixo "nos pensamentos e no rumo traçado", adiantando: "foi também por eles que lutei e que segui em frente para fazer o que tinha de ser feito".

Instado pelo nosso semanário, Jorge Mouselo viria a confirmar a sua recandidatura a um novo mandato, prometendo pelo menos mais dois anos de trabalho.

"Em 2024 esta casa vai fazer 50 anos de existência e eu vou fazer os meus possíveis para fazermos um evento que marque a história desta instituição e desta comunidade portuguesa", destacou.

Para já, quer continuar a dar seguimento às realizações e eventos sociais que habitualmente organizam, manter aberto e em pleno funcionamento o restaurante, bem como dar continuidade à renovação tecnológica de que o CCPM está a ser alvo, a par da modernização do espaço do bar.

Futuramente, porém, quer ver também realizadas outras obras de remodelação, tanto no exterior do edifício, como no espaço interior destinado aos eventos, promovendo assim uma "verdadeira e necessária lavagem de cara do CCPM", realçou.

Ao recandidatar-se às eleições que terão lugar a 29 de Janeiro, o actual presidente faz uma promessa especial: "Vamos mostrar que aqui [Mississauga] há Portugal", afirmação que, como explica, significa que "no fim_de-semana logo a seguir ao Dia da Parada portuguesa" em Toronto vão procurar hastear com a aprovação das autoridades de Mississauga "a nossa bandeira nacional".

"Vamos fazer uma festa à portuguesa, uma verdadeira festa do nosso país, onde não podem faltar as sardinhas e a nossa música", afirmou, insistindo mesmo que será um "verdadeiro arraial português", já que "a comunidade de Mississauga espera isso de nós".

Para tal, lança o convite a todos os portugueses, onde quer que residam: "a comunidade lusa em geral também espera isso de nós e está, desde já, toda convidada para esse fim-de-semana em cheio", destacou.

Entretanto a noite do passado sábado, que era de despedida, foi afinal a celebração de um recomeço. O serão, sendo de festa e de alegria, foi animado musicalmente pela banda Santa Fé, que levou à pista muitos dos convivas para "um pezinho de dança".

Recorde-se que o Centro Cultural Português de Mississauga conta actualmente, segundo fonte da Direcção, com cerca de 600 sócios activos e que o próximo evento, agendado para o dia 4 de Fevereiro, será mais uma celebração, desta feita designada "Baile da Nova Direcção".


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