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Entrevista:

"Estou esperançosa de que as novas medidas em vigor vão ajudar a colocar a situação sob controlo", diz Bonnie Crombie

Presidente da Câmara de Mississauga pronuncia-se sobre as medidas de contenção da pandemia e faz o ponto da situação face à nova vaga de Covid-19

Por João Vicente
Sol Português

À semelhança de Toronto, Peel tem registado um forte crescimento no número de casos de Covid-19 que diariamente têm vindo a ser detectados nesta região onde se enquadram importantes cidades como Brampton e Mississauga, e para onde a comunidade lusa tem vindo a gravitar.

Quisemos apurar junto das entidades oficiais qual o estado real da situação e no início da última semana conseguimos contactar a presidente da Câmara de Mississauga, Bonnie Crombie, que amavelmente disponibilizou um pouco do seu limitado tempo para uma entrevista.

No decorrer da nossa conversa telefónica, a edil deu-nos a conhecer alguns pormenores desta que é, por natureza, uma situação em constante fluxo.

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Sol Português – Por favor, faça-nos o ponto da situação actual em Mississauga com respeito à pandemia.

Bonnie Crombie – Mantivemos-nos estáveis, com cerca de 55 novos casos por dia, e embora isso fosse mais do que eu gostaria, a situação era bastante estável. Depois registámos um aumento muito rápido na região de Peel. Aconteceu duas semanas depois do Dia de Acção de Graças e também como resultado de surtos em empresas, e de repente os números aumentaram de 55 por dia para 80 por dia, e nos últimos três dias ultrapassámos 100 novos casos diários, só em Mississauga.

Subitamente, a região de Peel começou a aproximar-se dos 300 casos por dia e o director dos serviços de saúde avisou-nos que eles deixam de ter capacidade de rastrear os casos de contágio quando atingem [esses valores] por isso ficámos muito preocupados com a situação.

Temos contacto telefónico regular, três vezes por semana, com nosso grupo de saúde pública, que inclui os nossos parceiros dos hospitais e que também nos informaram que estavam cheios. Os hospitais são considerados a última linha de defesa, por assim dizer – primeiro os serviços de saúde pública e depois os hospitais.

O [hospital] Trillium Health Partners em Mississauga está a funcionar a 100 por cento da sua capacidade, com os doentes de novo em macas nos corredores e sem capacidade para se realizarem cirurgias electivas (planeadas), mais uma vez totalmente concentrado nos pacientes com Covid-19. A situação no hospital William Osler é ainda mais extrema. Eles têm mais de 100 pacientes com Covid, alguns na Unidade de Cuidados Intensivos, e estão a transferir todos os outros pacientes para outros hospitais.

Quando ouvimos isso, com base nas recomendações, em grande parte do dr. [Lawrence] Loh, [director dos serviços de saúde de Peel], mas também do dr. Naveed Mohammad, que é o director executivo do William Osler Hospital, sabíamos que tínhamos que abordar a fonte da propagação em Peel, porque em cada região – como se pode ver na modelagem que a província divulgou, creio que há cerca de duas semanas – a propagação é diferente.

Em Toronto vemos que a origem é principalmente restaurantes, bares, clubes, algumas comunidades, alguns ambientes industriais. Na região de Peel foi em grande parte propagação pela comunidade, propagação doméstica e alguma propagação no local de trabalho, e agora estamos a reconhecer também que há ambientes industriais que estão a causar a propagação mas, principalmente no mês passado – diria até nos últimos meses – tem havido [maior] transmissão comunitária e isso realmente tem a ver com os ajuntamentos de pessoas em ambientes privados.

O que acontece é que as crianças ainda se juntam, seja na cave da casa ou no centro comercial, as pessoas [...] vão aos restaurantes ou reúnem-se em casas particulares para jantares, onde há menos controlo em relação ao uso de máscaras e à proximidade uns dos outros, etc. Portanto o Dr. Loh e os nossos parceiros do hospital acharam que era a altura certa para impor restrições adicionais que realmente lidam com a causa da propagação; a fonte de transmissão do vírus.

Mas diria que as coisas estavam estáveis e tínhamos antecipado – especificamente em Mississauga, por esta altura da semana passada – passar à fase laranja, juntamente com York, mas as coisas mudaram de repente, com um surto num local de trabalho, e demos por nós na fase vermelha, de controlo, [...] e no final da semana o Dr. Loh estava convicto que precisavam de ser postas em prática medidas adicionais.

[Assim,] algumas coisas passaram a uma forte recomendação, e isso [refere-se] em grande parte à capacidade de lotação dos locais de culto, porque o director de saúde não tinha autoridade para impor esse tipo de restrição, no entanto é uma forte recomendação no sentido de que os serviços religiosos e locais de culto realizem as suas cerimónias de forma virtual ou online e que limitem a lotação. A lotação neste momento está limitada pela província a 30 por cento da capacidade e essa regra está em vigor, embora o Dr. Loh esteja a recomendar que a reduzam ainda mais, sempre que possível.

Não encerrámos as salas de jantar em restaurantes sem esplanada, mas [as restrições] estão a limitar a lotação – as novas regras limitavam a lotação a 10 pessoas no interior [...], 4 por mesa – e o Dr. Loh aconselha fortemente que se limitem os contactos à família imediata e de apoio essencial.

Ele aconselha – recomenda enfaticamente – que as refeições no interior se limitem às que são feitas com pessoas da família imediata. [Quanto às] refeições ao ar livre, acredito que essas restrições são as mesmas de antes [e] não foram alteradas. Encontros e convívios sociais, incluindo casamentos e outras comemorações – "showers", aniversários, festas de aposentadoria, etc., – devem ser canceladas até ao início de Janeiro.

Hoje [9 de Novembro], a direcção da Região de Peel vai encerrar os salões de banquetes e outros locais de eventos para que não hajam ajuntamentos – de qualquer dos modos, a lotação permitida é de 25 pessoas, o que realmente não faz sentido económico para abrirem – e as aulas de ginástica também são restritas, mas estão abertas a indivíduos pré-inscritos. O Dr. Loh não recomenda que os salões de banquetes reabram antes de Janeiro. Agora não é altura para as pessoas se reunirem para celebrações. Façam a cerimónia e adiem a recepção, é o conselho dele.

Só atingimos 104/105 casos diários quatro vezes: duas neste fim-de-semana e duas no auge do vírus, em Abril, portanto este pico foi um verdadeiro motivo de preocupação. As nossas taxas de positividade são altas, pode-se argumentar que [...] estamos a fazer menos testes e aqueles que são testados estão sintomáticos, portanto a possibilidade de terem resultado positivo é elevada [...].

SP – Nota-se que toda a gente está um pouco cansada com esta situação, não importa se são a favor ou contra o uso de máscaras, mas os políticos e as estruturas governamentais têm uma enorme capacidade de chegar ao público com a sua mensagem, inclusivamente valendo-se das suas redes de contactos. Sendo estas mensagens constantes, qual acha que é o impedimento ou a barreira que está a fazer com que as pessoas duvidem do que lhes é dito ou façam o que não devem?

BC – As pessoas são seres sociais e depois de terem estado isoladas na Primavera e agora novamente durante mais 28 dias nas "zonas quentes" – Peel, Toronto e Otava – estão ansiosas por conviver. Querem interagir com amigos e parentes, além de que existe também a fadiga da Covid.

Vimos o número de casos estabilizar durante o Verão – Julho e Agosto. O tempo estava bom, as pessoas estavam um pouco relaxadas demais no que se referia à aplicação das regras e ficaram um pouco mais confiantes de que a situação tinha estabilizado. Como resultado, quando voltaram ao trabalho em Setembro e as crianças voltaram à escola, esqueceram-se de estar tão vigilantes como deveriam. Continuaram a conviver e o aumento [no número de casos] está à vista.

Este aumento está directamente relacionado com os eventos que ocorreram duas semanas antes, neste caso ainda estamos a constatar os efeitos dos encontros durante o Dia de Acção de Graças. A minha preocupação agora é quantas festas particulares aconteceram durante o Halloween – também veremos esse efeito. Agora vem aí o Diwali para os nossos residentes do Sul da Ásia [...] e depois, claro, o Hanukkah e o Natal.

As pessoas querem-se reunir nesta altura do ano, especialmente nesta época de pandemia, estar perto daqueles que amam e ver os seus amigos e familiares. Ficaram fechadas em casa, em confinamento, por um período de tempo. É natural que queiram conviver com os amigos e familiares. Contudo, é exactamente assim que o vírus continua a espalhar-se, especialmente em Peel, através da transmissão em ambientes sociais e privados; e isso é muito difícil de resolver, não importa a que redes se tenha acesso.

Em Setembro e Outubro, [quando os níveis de casos estavam altos], considerámos fazer vídeos no TikTok porque sabíamos que isso podia chegar aos mais jovens, para lhes transmitir a mensagem de que era a população com menos de 40 anos que estava a transmitir o vírus. Depois a idade [dos infectados] começou a subir e generalizou-se tudo de novo. Passámos a estar vigilantes, para que não voltasse às nossas instituições de cuidados a longo prazo e aos lares de idosos.

Ninguém está imune a esta doença. Tivemos um jovem de 23 anos ligado a uma máquina de respiração artificial no hospital William Osler, portanto os mais novos podem ser tão afectados como os mais velhos. Descobrimos que, em geral, são menos sintomáticos do que as pessoas com mais de 70 anos, mas isso não significa que não sejam afectados pelo vírus de forma muito grave, porque temos casos como o que descrevi. Aliás, essa pessoa perdeu a luta contra a Covid-19 – um jovem, em geral saudável, sem problemas de saúde subjacentes. Portanto [a doença] pode afectar jovens e idosos, embora predominantemente qualquer pessoa com mais de 70 anos e com problemas de saúde subjacentes tenha sintomas muito mais graves do que os mais jovens, mas não quer dizer que [os jovens] não possam ter – porque têm.

SP – Devido à taxa de mortalidade não ser tão grande como inicialmente se previa, há quem ache que isso é uma garantia de que podem continuar a fazer o que faziam antes e que se não estiverem nessa faixa etária superior está tudo bem...

BC – Verificámos isso na geração Milénio. Viu-se nos jovens que estavam a espalhar o vírus. Eu costumo dizer que eles pensam que são infalíveis, imortais e invencíveis, mas o vírus pode afectá-los tanto como aos idosos. A questão é que estavam a espalhar o vírus. Podem não ser sintomáticos – o que se costumava apelidar de "portadores" – mas um portador, ou um "vector", como se lhes referiu, pode transmiti-lo a alguém que tem uma condição de saúde subjacente ou a uma pessoa idosa que apresentará sintomas muito mais graves e possivelmente pode ser terminal. Portanto, os esforços foram no sentido de: "não se arrisque a apanhar, não se arrisque a transmitir a doença; não garantimos que fique assintomático, mas é mais provável que a transmita a alguém para quem pode ser fatal".

SP – Toda a gente sente o peso desta situação, mas imagino que lhe pese mais a si, dada a sua posição e o papel que desempenha. Como é que está a lidar com tudo isto? Como é que "recarrega as suas baterias"?

BC – Eu sinto isto com muita emoção. Todos os dias verifico rapidamente os números e rezo para que a contagem dos casos esteja novamente a diminuir, a estabilizar. Verifico todos os índices. Temos contacto telefónico regular com os nossos serviços de saúde pública e os nossos hospitais-parceiros, e juntamos-nos a pensar todos os dias: "o que mais podemos fazer para transmitir a mensagem [de que] isto é sério, estamos no meio de uma pandemia".

Tenho muita sorte. Moro com a minha filha. Somos algo atléticas e adoramos fazer longas caminhadas à beira-lago. Ela agora envolveu-me no seu programa de treino, chamado F45. Foi um grande alívio para mim. Ajudou-me com a minha saúde mental, fazemos exercícios em dias agradáveis, como neste fim-de-semana, e longas caminhadas à beira da água ou pelos parques. Fazemos o que podemos para apanhar um pouco de ar fresco, para ajudar a clarear a cabeça e o físico. É muito importante.

Na primavera andei a correr e agora tenho este novo programa de exercícios – o F45, no qual ela me envolveu – é muito semelhante a um campo de treino: "Ok, mãe: vamos, vamos, vamos! São 6h45! Temos 10 minutos! Pega nas tuas coisas e salta da cama!" [ri-se]. Vamos de manhã cedo ou mais para o fim da tarde.

SP – Então ela é a chefe da sua claque e também a treinadora?

BC – Sem dúvida, ela faz estalar o chicote. Mas francamente, tem sido a melhor coisa para a nossa saúde mental e a actividade física. A sério que me ajudou a voltar a dormir à noite.

SP _ Que lições é que acha que se aprenderam com a primeira vaga da pandemia e o que é que Mississauga está agora a fazer de forma diferente em consequência disso?

BC – Aprendemos como é que o vírus se propaga e como fazer para melhor o isolar, e aprendemos mais sobre o próprio vírus. Vamos dar o exemplo das escolas. Na primeira vaga, fechámos todas as escolas. Agora sabemos que podemos retirar os alunos, se necessário, e isolá-los. Se for necessário, fechamos a sala de aula mas, até que haja um surto maior em toda a escola, não a fechamos.

Portanto, aprendemos como o vírus se propaga, como isolá-lo melhor, como nos protegermos e aprendemos mais sobre a quarentena. Aprendemos também que precisamos fazer mais testes do que no início. Lembre-se que no início dissemos: "se não se sentir bem, vá para casa; se precisar de atendimento médico, vá ao hospital", mas não estávamos a testar ao nível necessário para a nossa população. Isso mudou.

Aumentámos a quantidade de testes e dissemos que todos deveriam fazê-lo. E nesse caso, de facto, isso virou-se contra nós, porque tínhamos pessoas a fazer fila horas e horas para fazer o teste. Portanto, mudámos esses protocolos: "se estiver sintomático, se for um profissional de saúde de primeira linha ou um profissional essencial, vá ao hospital ou ao centro de testes; caso contrário, se precisar de um teste para voltar ao trabalho, à escola, para viajar ou fazer negócios, ou para visitar alguém num estabelecimento de cuidados de saúde a longo prazo, marque uma consulta na farmácia para fazer o seu teste, se não tiver sintomas".

Aprendemos que precisamos de fazer mais testes, a importância do rastreamento dos contactos [das pessoas infectadas], como o vírus se propaga e como nos protegermos melhor. Instalámos divisórias de plástico como barreiras protectoras adicionais, tal como temos na Câmara Municipal e nos transportes públicos. Incentivámos toda a gente a apanhar a vacina contra a gripe, porque os sintomas são muito semelhantes e queremos que todos se assegurem de que os seus sintomas não são de gripe nem de constipação – portanto, que realmente é Covid.

Existem alguns sintomas que são semelhantes, mas não idênticos, certamente: febre, sintomas semelhantes aos da constipação, mas também problemas respiratórios. Até que alguém tenha problemas respiratórios, provavelmente não tem Covid-19.

SP – As Câmaras de Toronto e Mississauga perdoaram o estacionamento, permitiram a instalação de esplanadas nas faixas de trânsito e adoptaram outras medidas para estimular o comércio. Esse tipo de medidas estão ainda em vigor ou outras que foram ou que venham a ser introduzidas em Mississauga?

BC – Não, neste momento estamos de volta à colecta de receitas. Também tivemos transportes gratuitos porque permitíamos a entrada dos utentes pelas portas traseiras, mas agora colocámos divisórias de plástico para proteger o motorista, portanto também cobramos tarifa.

Adiámos a colecta de todas as nossas receitas mas, em última instância, as autarquias não podem incorrer em défices. Somos o único nível de governo que, em primeiro lugar, despediu pessoal e, em segundo lugar, não pôde incorrer num défice como os outros níveis de governo, que podem pedir empréstimos e ter défices, Nós não.

Agradecemos o financiamento que recebemos por meio do "programa de reabertura segura" para ajudar a resolver o nosso défice operacional. Todos os municípios receberam [ajudas] para as redes de transportes públicos e os défices operacionais, e têm a possibilidade de se recan-di-datar mais uma vez em consequência desta segunda vaga [da pandemia]. Mas a verdade é que temos trabalhadores essenciais que têm de ser pagos: serviços de bombeiros e de emergência, polícia, motoristas de trânsito, instalações de cuidados de saúde a longo prazo. Não podemos continuar a adiar também as nossas receitas.

SP – Tem projectos que, mesmo sendo importantes, de alguma forma foram postos de lado devido à pandemia? Algo que ache que é igualmente importante, mas que devido a tudo o que se está a passar ficou na periferia?

BC – Claro. Estamos a construir uma cidade com alta qualidade de vida, onde se pode passear e andar a pé. Temos muitos empreendimentos em curso. A zona portuária está a ser reconstruida, recuperada e revitalizada, no local duma central eléctrica, em terrenos que estavam contaminados, e de uma refinaria de petróleo. Continuar com a construção dessas novas comunidades é vital.

SP – Em Toronto, a autarquia pretende experimentar introduzir veículos sem condutor para os transportes públicos, usar a técnica de construção modular para dar resposta à falta de habitação e outras iniciativas. Que projectos é que Mississauga tem entre mãos – quer em estágio de planeamento ou projecto-piloto – que possam vir a beneficiar os seus cidadãos?

BC – [Em Mississauga] também estamos a experimentar a habitação modular, especialmente para a construção das novas instalações de cuidados de saúde a longo prazo, e para termos mais capacidade para construir habitação [acessível].

Em relação aos veículos sem condutor, isso está no nosso horizonte e é algo que também estamos a acompanhar de perto, especialmente nas novas comunidades. Como sabemos, o problema é sempre "o primeiro e o último quilómetro" a percorrer, portanto podemos ter autocarros sem condutor a transportar as pessoas nesse último e no primeiro quilómetro, para tornar as suas deslocações até ao comboio GO ou ao LRT mais eficientes e eficazes.

Para responder directamente à sua pergunta, é com os idosos que me preocupo. Eles precisam de interacção social ou ficam vulneráveis à depressão devido ao isolamento. Esta pandemia mostrou-nos que precisamos estar atentos aos nossos idosos e garantir que alguém os contacta e se certifica de que têm tudo o que lhes fizer falta.

No auge da primeira vaga do vírus, incentivámos-los a ficar em casa e fizemos com que membros da comunidade lhes levassem refeições já preparadas, mantimentos, etc. Sei que durante o Verão, eles começaram a sair novamente, encontrando-se em grupos mais pequenos, [mas] preocupo-me, na verdade, com o isolamento e a depressão que podem vir a sentir.

JV – Há mais alguma mensagem que gostaria de passar aos leitores e seus cidadãos?

BC – Quero agradecer à comunidade pela sua resistência. Realmente assistimos a tantos exemplos de como a nossa cidade se condói e apoia os que mais precisam, quer através dum grupo chamado "Feed Mississauga", que todos os fins-de-semana preparou 1.400 refeições para quem necessitava, quer por meio das recolhas de alimentos que fizemos durante a primeira vaga e da iniciativa anual da Câmara para o Dia de Acção de Graças, em que o nosso objectivo era conseguir 250.000 dólares e 80.000 quilos em bens alimentícios, e em ambos os casos ultrapassámos em muito essas metas. Arrecadámos mais do dobro do dinheiro e da comida, e isso só acontece porque as pessoas são tão compassivas, atenciosas e querem ajudar os seus vizinhos para que em Mississauga não haja fome.

Por tudo isso, quero agradecer aos residentes de Mississauga por serem diligentes e por fazerem os possíveis para controlar a propagação do vírus. Em geral, tanto as empresas [como os] residentes estão a seguir as regras e as directrizes. É sempre uma excepção à regra que leva a que o vírus se propague e nos torna vulneráveis, mas, em geral, as pessoas querem agir correctamente e seguir as directrizes.

Compreendemos que se sintam um pouco cansadas da situação, mas em geral têm sido fantásticas e até à data temos controlado o vírus. Estamos a verificar um aumento no número de casos, mas estou muito esperançosa de que as novas medidas em vigor vão ajudar a colocar a situação sob controlo, para que possamos voltar a ter alguma estabilidade.


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