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CCPM:

Casa cheia para celebrar São Valentim e o Dia dos Namorados

Por João Vicente
Sol Português

O Dia de São Valentim – ou dos Namorados, como é também conhecido no mundo lusófono – começou a ser celebrado na idade média mas tem vindo a ganhar cada vez mais projecção, assumindo a forma que hoje lhe conhecemos já nos tempos modernos.

No Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) esta ocasião é comemorada há mais de quatro décadas, desde que se constituiu a colectividade, como realçou o seu presidente, Tony de Sousa, no decorrer de mais uma edição da Grande Noite de São Valentim que no passado sábado (17) se realizou e registou lotação esgotada.

Cerca de 600 pessoas, que constituíam largas dezenas de casais e seus familiares, celebraram o seu amor e a longevidade da sua união, muitos deles na companhia dos rebentos que nasceram fruto desses laços – crianças e jovens que com os pais compartilharam da ocasião em família, num convívio marcado pela alegria e boa disposição.

Casados há 47 anos, Alfredo e Armanda Rodrigues são exemplo de um casal que perdura – daqueles que parecem ser cada vez mais raros nos nossos dias.

Como indicaram à nossa reportagem, só ultimamente começaram a celebrar mais esta data, pois pelo meio meteu-se "a vida" e a necessidade de "criar os filhos", mas, felizes, festejaram a ocasião crentes de que dificilmente se vêem muitos casais de hoje em dia que consigam atingir a mesma longevidade que a união deles já regista.

Também João e Helena Medeiros, que já estão casados há 33 anos e escolheram celebrar o seu amor nesta festa no CCPM, lamentam a forma como os casamentos têm vindo a mudar.

Antigamente, dizem, quando se embarcava num casamento era permanente, mas actualmente parece que já se abandonou essa mentalidade e objectivo logo à partida.

Se o convívio em conjunto for parte da solução, a verdade é que houve muitos casais que se precaveram nesta festa, deliciando-se com um jantar romântico, confeccionado e servido pelos voluntários do clube, e invadindo a pista de dança assim que a banda Sagres saltou para o palco.

Como destacou Tony de Sousa, "esta é uma noite romântica que talvez até concerte algumas coisas, o que é bom – é bom que as pessoas se dêem bem e que haja amor, não só entre namorados mas também entre as pessoas" em geral.

O dirigente do CCPM aproveitou a ocasião para fazer uma declaração de amor a esta colectividade que ele tem vindo a servir há duas décadas, assim como aos sócios e voluntários que a compõem e que a ela dão muito de si, do seu tempo e energia.

"Dou muito louvor às pessoas que fazem isto e são voluntários aqui no clube", afirmou, acrescentando que "o presidente sem eles não vale nada".

Entretanto, e após a Banda Sagres já ter aquecido bem o público, foi a vez de Eduardo Sant'Ana entrar em palco para o seu concerto, trazendo na bagagem, além de temas populares, também a música romântica condicente ao convívio que se celebrava.

Já com 30 anos de carreira, que celebra em Maio deste ano, Eduardo Sant'Ana recorda que começou por ser conhecido por temas como "Eu sou um pinga amor" ou "É carapau!", mas considera-se um artista versátil e essencialmente romântico.

"Comecei por cantar baladas e depois acabei por me tornar conhecido como um cantor popular", como destaca em declarações ao jornal Sol Português.

Vindo de Portugal e já com várias actuações registadas neste palco, o artista interpretou ao vivo canções como "Homem 100%", "Português de gema" e "Domingo feliz", temas que tem vindo a lançar nos últimos três anos.

No final da sua actuação procedeu-se ao sorteio de uma viagem a Portugal, para a qual o presidente do clube se valeu da ajuda da representante da Air Transat, Vera-Catarina Pinto, para retirar o bilhete da tômbola e que viria a contemplar Sandra Almeida.

Este sorteio é resultante, como Tony de Sousa fez questão de destacar, de uma parceria estabelecida entre o clube e a empresa aérea, que se tornou a mais recente patrocinadora das actividades do CCPM.

Entretanto, e já cerca da uma hora da manhã de domingo, a banda Sagres subiu mais uma vez ao palco para fechar a festa com chave de ouro.


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