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Sete ranchos luso-canadianos em Noite de Folclore na Casa da Madeira de Toronto

Por Natividade Ledo e Carlos Ledo
Sol Português

Sejam dos Açores, da Madeira ou do Continente, ao deixarem as suas terras de origem rumo a outros países de acolhimento, os portugueses levam consigo parte das suas ricas tradições.

Estas tradições são expressas através dos seus usos e costumes do dia-a-dia, mas também do folclore regional que retrata diferentes facetas da vida nas freguesias, aldeias e vilas portuguesas ao longo dos tempos.

Ao chegarem a países desconhecidos, os emigrantes tendem a organizar-se em comunidades onde, com o passar do tempo e face às saudades das suas tradições, não só formam clubes e associações, mas também ranchos folclóricos através dos quais revivem uma parte da sua cultura e a passam às novas gerações.

No passado sábado (18), na Casa da Madeira de Toronto, sete ranchos luso-canadianos deram uma demonstração da etnografia típica das suas regiões no decorrer de uma noite de festa dedicada ao folclore.

As portas da colectividade madeirense abriram por volta da 18h00 e aos poucos as pessoas foram chegando para apreciarem e aplaudirem o desfile dançante dos grupos convidados, o que lhes permitiu não só matarem saudades das tradições das suas terras de origem como conhecer melhor as outras regiões representadas.

Ao longo do serão viriam a actuar, além do rancho madeirense, os grupos Raízes Portuguesas de Bradford, Rancho Folclórico da Nazaré, As Tricanas, Pérolas do Atlântico (Casa dos Açores do Ontário), Rancho Folclórico Migrante de Barcelos e o Rancho Folclórico Académico de Viseu (Casa das Beiras de Toronto).

As apresentações ficaram a cargo do mestre-de-cerimónias dessa noite, Luís Ferraz, que começou por dar as boas-vindas a todos os que se encontravam naquela sala e que acederam ao convite para assistirem a essa Noite de Folclore.

O espectáculo abriu com a actuação do grupo convidado de Bradford, seguindo-se todos os outros ranchos, e, ao terminarem, recebiam uma medalha em reconhecimento da sua passagem por este festival folclórico, que era colocada nas suas respectivas bandeiras pelo presidente da Casa da Madeira, Rick Coelho.

Na sua maioria jovens – sinal que augura a continuidade e a divulgação das tradições portuguesas em terras do Canadá – os dançarinos mereceram fortes aplausos dos espectadores que se mostraram muito satisfeitos com esta mostra viva da etnografia lusitana.

Através dos seus porta-vozes, cada rancho foi descrevendo o significado das suas vestes tradicionais e ao terminar o serão Rick Coelho foi convidado a ir ao palco onde, emocionado, agradeceu aos grupos que ali desfilaram por terem aceite o convite para esta nova iniciativa.

O presidente da colectividade madeirense fez questão também de agradecer à Direcção da colectividade e a todos os voluntários que confeccionaram o jantar, e tudo o mais que foi necessário para a realização deste evento, e expressou o seu desejo de que a iniciativa seja pioneira na realização de futuras edições deste encontro.

Já no final e ainda em palco, onde esteve também Bernardino Nascimento para apresentar o grupo Académico de Viseu, da Casa das Beiras, ficou a promessa entre os dirigentes destas duas colectividades de darem continuidade a esta noite dedicada ao folclore luso-canadiano.

Segundo adiantaram, a próxima edição poderá vir a realizar-se na sede da colectividade beirã em 2018.


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