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ACMT:

Festa de São Martinho dominada pelo fenómeno Quim Barreiros

Por António Perinú e Fátima Martins
Sol Português

Sábado (18) foi noite de São Martinho para a Associação Cultural do Minho de Toronto (ACMT) que reservou o salão da LIUNA Local 183 para esta festa anual e na qual mais de 1000 pessoas compareceram para desfrutarem do magusto e assistirem ao espectáculo de um dos mais populares artistas portugueses.

Quim Barreiros, que há cinco décadas arrasta multidões aos seus concertos, foi a figura principal no certame destinado a celebrar a lenda do santo em torno do qual se criou o adágio popular de que "no São Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho".

Adega não vimos, mas a castanha assada e o vinho não faltaram, a celebrar esta tradição com cunho característico minhoto e onde como sempre imperou festa rija.

O convívio incluiu um jantar convívio, confeccionado pela empresa de banquetes luso-canadiana Europa Catering, precedido por breves palavras de agradecimento do presidente da ACMT, Augusto Bandeira, que destacou a elevada adesão de público como um incentivo para a Direcção trabalhar ainda com mais entusiasmo.

Embora o nome mágico dessa noite e a grande atracção fosse o artista Quim Barreiros, as primeiras ovações foram dirigidas aos elementos do Rancho Folclórico da ACMT que abriram a sua actuação cerca das 22h35 com o tema "Cana verde" e durante cerca de três quartos de horas continuaram numa digressão por terras minhotas com uma selecção de danças do seu repertório.

Coube a Paulo Pereira descrever e dar nome a cada uma delas, interpretadas por dançarinos de diferentes gerações, dos maiores aos mais pequenos, num espectáculo marcado pelo colorido e pela animação dos temas minhotos que prestigiou o trabalho desenvolvido pelo ensaiador Alexandre Silva e por todo o grupo.

Cerca das 23h15 chegava então o momento pelo qual todos esperavam e Quim Barreiros entrava em palco com os três exímios músicos privativos que há vários anos o acompanham.

O artista desde logo fez vibrar a assistência com o seu estilo irreverente que transcende gerações e o leva a percorrer os quatro cantos do mundo, mesmo enquanto continua a ser um dos mais populares artistas em Portugal.

O espaço reservado à dança imediatamente se tornou pequeno para acomodar a multidão levada ao rubro no decorrer de um espectáculo interactivo, repartido entre a sua actuação em palco com o público.

Canções cheias de malícia e jogos de palavras, como é seu apanágio, transmitiram alegria e boa disposição, fazendo as delícias da plateia que o presenteou com grandes ovações enquanto nas mesas eram degustadas castanhas, distribuídas por todos para lembrar o São Martinho e o cariz popular desta festa.


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