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Um rancho abrangenteO grupo de folclore do CCPM completou 21 anos de existência e a colectividade celebrou a "maioridade" com uma actuação especial
Por Noémia GomesSol Português
A "maioridade" absoluta do Rancho Folclórico do Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM) foi celebrada no passado sábado (18), na sede do clube, com um jantar de aniversário, baile e a actuação do rancho, a comemorar os seus 21 anos de actividade. | |||||||||||
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Na qualidade de presidente da colectividade, Gilberto Moniz deu as boas vindas ao público e convidados que compareceram ao encontro e agradeceu a todos quantos têm trabalhado em prol do rancho folclórico. Durante a noite, que incluiu um jantar servido e confeccionado pelos voluntários do CCPM, procedeu-se à cerimónia do corte do bolo de aniversário. As honras couberam a Gilberto Moniz e ao padrinho do rancho, Horário Domingos, bem como à directora Angie Câmara, que efectuaram o corte. Um espectáculo com o conjunto Tabu proporcionou cerca de uma hora bem passada, com alguns dos êxitos desta famosa banda luso-canadiana a darem o mote para um animado baile. Do serão dançante generalizado passar-se-ia então ao espectáculo final, que seria a actuação do rancho aniversariante numa exibição de grande qualidade a consagrar os 21 anos desde a sua formação. | |||||||||||
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Um rancho diversificado
Só a dedicação dos responsáveis e dos elementos que compõem o grupo podem assegurar a continuidade da sua missão de divulgação do folclore português. Durante o serão foram destacadas algumas das principais figuras responsáveis pela criação e longevidade do rancho, que actualmente conta com os préstimos do ensaiador Carlos Gonçalves e é dirigido por Angie Câmara com a colaboração de Nancy Vieira e Odette Pavão. Desde a sua fundação em 1987, por Gilberto Moniz e Horácio Domingos, o rancho do CCPM procurou sempre oferecer uma forma diversificada de representar o folclore português. Por isso mesmo optou por incluir no seu repertório temas abrangentes a todas as regiões de Portugal continental e insular e incluir trajos igualmente variados, que reflictam a diversidade da nação portuguesa. | |||||||||||
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Deste emoldurado de influências saiu um rancho colorido e moderno, igualmente à vontade para apresentar tanto um "vira" do Minho como uma "chamarrita" do Pico ou um "bailinho" da Madeira. Foi o que aconteceu neste serão onde, depois do espectáculo dos Tabu, o rancho tomou o palco e, trajando indumentárias representativas de diversos pontos de Portugal, os seus elementos lançaram-se numa série de danças. Desde os mais jovens aos adultos, assim se foi percorrendo o folclore português, do Minho ao Ribatejo, passando às ilhas e terminando com um animado "vira" generalizado. Destaque-se que, com vinte e um anos de existência, o rancho conta com várias digressôes notáveis, nomeadamente aos Estados Unidos, a Portugal Continental e Açores, bem como um pouco por todo o Ontário. Como objectivo para a sua existência, os directores ressaltam a importância de manterem as tradições, promoverem a cultura portuguesa e passá-la às próximas gerações. | |||||||||||
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