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Costa anuncia investimento da Google em Portugal que vai criar 500 postos de trabalho

O primeiro-ministro anunciou na quarta-feira (24) que a multinacional americana vai instalar a partir de Junho, em Oeiras, um centro de serviços, centro tecnológico, para a Europa, Médio Oriente e África, arrancando com 500 empregos qualificados.

António Costa fez este anúncio em Davos, na Suíça, no âmbito do Fórum Económico Mundial, numa conferência intitulada "Porquê Portugal, porquê agora?", em que também estiveram presentes os ministros da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e das Finanças, Mário Centeno.

O primeiro-ministro referiu este investimento da Google na sua intervenção, que abriu a conferência e que foi dedicada a apresentar Portugal a investidores estrangeiros como um país competitivo, sobretudo em matéria de captação de `startup' e investimentos tecnológicos.

"Entre muitos investimentos em perspectiva destaco um: Portugal vai em breve acolher um investimento da Google, que arrancará logo com a criação de 500 empregos qualificados, sobretudo na área da engenharia", disse.

Fonte oficial do executivo português acrescentou à agência Lusa que Portugal conseguiu este investimento da Google "no quadro de uma competição internacional muito forte".

Neste ponto, António Costa frisou que Portugal apresenta as vantagens competitivas de ser um país com cidadãos que falam bem línguas estrangeiras, que tem boa formação académica no ramo das engenharias e que "investe forte na educação".

"Estas companhias também sabem que Portugal é uma porta para diferentes continentes", completou o líder do executivo português no seu discurso.

Perante vários investidores internacionais, assim como directores e editores de órgãos de comunicação social internacionais, António Costa procurou igualmente passar a mensagem de que Portugal "tem uma política atractiva para investimentos tecnológico e está a acelerar a aplicação dos fundos estruturais europeus".

"Para além de novos investimentos, verifica-se também que empresas de grande dimensão, que estão há muitos anos em Portugal, como a Siemens ou a Bosch, encontram-se agora a reforçar os seus investimentos", apontou o líder do executivo nacional.

Quer na entrevista que concedeu à Euronews logo pela manhã, quer na intervenção na conferência dedicada a Portugal, António Costa procurou sempre evidenciar o percurso do país em matéria de consolidação orçamental.

Em sucessivas intervenções públicas, o primeiro-ministro salientou factores macro-económicos como a "redução progressiva e acentuada do défice, a diminuição da dívida, a antecipação do pagamento de parcelas do empréstimo contraído em 2011 junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, em consequência, aumento do `rating' por parte de duas das principais agências de notação financeira internacionais".

"Além da consolidação das contas públicas, Portugal apresenta um quadro fiscal estável", acrescentou também o primeiro-ministro perante uma plateia maioritariamente composta por cidadãos estrangeiros.


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