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Miss Portuguesa Canadá 2018:

Carina Neto vai representar a comunidade no Miss Portuguesa em Gondomar

Por João Vicente
Sol Português

Apurada na sequência do concurso realizado no Centro Cultural Português de Mississauga, onde se sagrou vencedora e foi eleita Miss da colectividade, Carina Neto conquistou no passado domingo (22) o título de Miss Portuguesa Canadá, o que a levará no Verão a Portugal para representar a comunidade lusa na final do Miss Portuguesa.

Natural de Meirinhas, Leiria, Carina foi uma das seis finalistas que domingo desfilaram no Centro de Convenções Oásis, em Mississauga – a par de Sara Alves (de Viana do Castelo), Daniela Luzia (Lourinhã), Ana Stefanidis (Coimbra), Beatriz Teixeira (Terceira - Açores), e Clara Bulhões (São Miguel - Açores) – naquela que foi a segunda edição do concurso.

Com a apresentação a cargo da directora da organização responsável pela competição, Patrícia Fino, e do principal patrocinador, Pedro Maia, a produção do espectáculo foi da responsabilidade de Tabico Media Productions cujo proprietário, Tony Câmara, esteve encarregue também da coordenação de bastidores e da direcção de cena juntamente com a radialista Lídia Ferreira.

As finalistas – que receberam instrução e treino em várias áreas, incluindo postura e etiqueta – apresentaram como número de abertura uma coreografia de dança que ensaiaram com Teria Morada e as dançarinas da Azucar Picante Entertainment ao longo de uma semana muito atarefada e durante a qual foram sendo avaliadas segundo critérios como simpatia, harmonia, postura, expressão oral, elegância e beleza.

No decorrer da competição o público ficaria a saber um pouco mais sobre cada uma delas, através da apresentação de dois vídeos: um sobre as suas origens em Portugal e outro no qual responderam à pergunta: "O que significa para ti ser Miss?", declarando as causas em que estão interessadas e fazendo jus ao lema do concurso que é precisamente "Beleza por uma causa".

Entretanto, e a par dos dados que foram recolhidos ao longo da semana, o júri completaria a sua avaliação final com base no desempenho das jovens durante o certame, incluindo a coreografia de grupo, dois desfiles em vestido de noite (da boutique Naked Bodyz) e de gala (criados pelo costureiro oficial do Miss Portuguesa, Rafael Freitas), e as respostas dadas às perguntas que lhes foram colocadas pelos apresentadores.

Isidro de Brito, presidente da organização Miss Portuguesa, acumulou as funções de presidente do júri que foi constituído por Brenda Konwisarz, proprietária da boutique Naked Bodyz e jurada no concurso Miss Universo Canadá, Mónica Rasteiro, consultora de beleza e vice-directora do Miss Portuguesa Canadá, Maria José Martins, presidente da Unique Consultants e patrocinadora das tiaras, e Adriana Oliveira, da Azores Airlines, que patrocinou a vinda da comitiva de Portugal e a viagem da vencedora à final do Miss Portuguesa 2018 em Gondomar.

Uma série de actuações mantiveram o público entretido enquanto as jovens trocavam de roupa ou se preparavam para diferentes sequências, numa série de mini-espectáculos que levaram ao palco Teria Morada e as dançarinas da Azucar Picante Entertainment, assim como os artistas Nelz – que se fez acompanhar da sua banda e de Cláudia Pereira – e Tony Câmara.

A canção nacional também marcou presença com actuações das fadistas Nancy Costa e Teresa Tapadas, esta última vinda de Portugal e que não só se mostrou feliz por voltar a pisar solo canadiano, onde já há uns anos havia actuado, como se revelou surpreendida pela dimensão do evento.

As fadistas foram acompanhadas pelos músicos Hernâni Raposo, Valdemar Mejdoubi, Caco e Pedro Joel.

Eventualmente seriam revelados os resultados e a classificação das jovens que participaram nesta competição, cabendo a Sara Alves os títulos de 1.ª Dama de Honor e Miss Simpatia – com base na votação do júri e das colegas, respectivamente – sendo-lhe as respectivas faixas colocadas pela anterior detentora do título, Mariana Franco, que também lhe colocou a tiara, e por Lídia Ferreira.

A Daniela Luzia foram atribuídos os títulos de 2.ª Dama de Honor e Miss Talento, o primeiro por votação do júri e o segundo pela demonstração que fez ao pintar um pôr do sol em Portugal enquanto dançava ao som de Mariza, sendo-lhe as respectivas faixas entregues por Carlos Botelho, da Azores Airlines, que lhe colocou também a tiara, e pelos irmãos Mário e Marco Rodrigues, da companhia Reno Brothers.

Ana Stefanidis, que viria ser agraciada com o título de Miss Fotogenia por escolha dos fotógrafos da organização, recebeu a sua faixa das mãos do costureiro oficial do Miss Portuguesa, Rafael Freitas.

Por fim, dar-se-ia o tão antecipado momento da coroação da Miss Portuguesa Canadá 2018, altura que que a vencedora da edição 2017, Ryan Durão, passou a faixa e a tiara a Carina Neto com o auxílio da Miss Portuguesa 2017, Filipa Barroso.

Para Carina Neto, que desde o início se percebeu ter no salão uma claque de apoio que rivalizava o ardor e a dedicação das claques de alguns dos maiores clubes portugueses de futebol, esse apoio foi algo que, confessou, muito a ajudou a combater o nervosismo.

Dizendo-se feliz e orgulhosa pelo título conseguido, adiantou porém que mesmo antes de ter vencido sentia que já tinha ganho pela participação e, num elogio às

outras finalistas, concluiu: "ganhei novas amizades e isso ninguém me pode tirar".

Por seu turno, a ex-Miss Ryan Durão confessou ter passado por um misto de emoções que a deixaram trémula mas feliz, tanto por poder passar o testemunho à sua sucessora como por ter sido a primeira Miss Portuguesa Canadá eleita em representação da comunidade luso-cana-diana.

Esta não é, porém, a conclusão do processo mas apenas mais uma etapa pois para a nova Miss a maratona continua.

Carina Neto vai continuar a receber instrução e treino para que possa dar o seu melhor ao representar a comunidade lusa do Canadá na grande final do concurso Miss Portuguesa, que irá realizar-se em Gondomar em Julho, e cuja vencedora representará Portugal a nível internacional no concurso Miss Mundo.

Entretanto, para a organizadora do Miss Portuguesa Canadá, Patrícia Fino, a realização deste ano ultrapassou as expectativas, elogiando a equipa e os artistas que deram o seu contributo.

Entretanto, adianta que a preparação para a edição 2019 do certame já começou e incentiva as jovens interessadas a inscreverem-se.

Por seu turno, Isidro de Brito considera que a organização do evento no Canadá está a evoluir, lamentando apenas a falta de jovens luso-descendentes com nacionalidade portuguesa e que falem português, o que dá azo a um número de finalistas menor do que desejariam.

"Para representarem Portugal têm de estar nacionalizadas", explica o presidente do Miss Portuguesa, que apela ao apoio da Embaixada, dos Consulados e da comunidade nesse sentido, declarando que a organização está "pronta a ajudar".

Isidro de Brito gostaria ainda de ver um maior envolvimento das colectividades e mais união no seio da comunidade pois, como destaca, "aquilo que se faz para a comunidade está-se a fazer por Portugal".


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