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Grupo francês Bontaz cria centro de I&D em Viana e emprega 100 trabalhadores

O grupo francês Bontaz, que produz componentes para motores de automóveis, vai abrir um centro de investigação e desenvolvimento (I&D) no parque empresarial de Lanheses, Viana do Castelo, e empregar 100 trabalhadores, anunciou quinta-feira a adjudicatária da obra.

A construtora "Garcia Garcia" referiu, em comunicado, que a obra "estará concluída no final de Julho", sendo que, em Viana do Castelo, o projecto da Bontaz, que produz peças para marcas como BMW, Mercedes, Ferrari ou Porsche, "prevê mais duas fases de expansão e um total, de 800 postos de trabalho".

"Para já, serão criados 100 postos de trabalho directos mas, se as fases posteriores (unidade de usinagem e unidade de torneamento mecânico) avançarem, estima-se a criação de mais 700 postos de trabalhos", adiantou a construtora.

O centro de I&D, "dará resposta aos novos desafios do mercado e projectará o futuro da indústria", permitindo "criar e desenvolver linhas de produção mais eficientes e que contribuam para a excelência do processo de fabrico e dos próprios produtos".

A construção do centro I&D da Bontaz "arrancou em Julho do ano passado e a terraplanagem do terreno obrigou a movimentar cerca de 180.000 metros cúbicos de terra".

O edifício está implantado na zona mais elevada no parque empresarial de Lanheses, dividindo-se "em dois grandes volumes destinados à área administrativa e o centro I&D que "irá contar com uma área de Engenharia e Desenvolvimento, Laboratórios, área de Prototipagem, de Desenvolvimento de Linhas e de Testes".

Já o "bloco administrativo e social, para além de uma moderna área de escritórios, irá receber uma cantina, balneários e outras áreas de suporte aos trabalhadores".

Em Junho de 2017, na Câmara de Viana do Castelo, durante a apresentação do projecto da multina-cional francesa, a Bontaz informou que o investimento naquele empreendimento industrial ronda os 25 milhões de euros.

Na altura, aos jornalistas, o administrador do Bontaz Centre, Daniel Anghelone, afirmou que o projecto "esteve, inicialmente, previsto para o Porto, mas a proximidade de Viana do Castelo a França e a cultura automóvel já instalada no concelho determinaram a opção pela capital do Alto Minho".

O grupo é um dos líderes de mercado na produção de peças automóveis, especializado na concepção e fabrico de componentes para motores de todas as marcas de automóveis.

No total, emprega mais de 4.000 trabalhadores em França, Suíça, EUA, China, Índia entre outros países.


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