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Sindicatos preocupados com a poluição no metropolitano de Toronto

O maior sindicato dos trabalhadores dos Transportes Públicos de Toronto (TPT – TTC, na sigla inglesa) criticou violentamente a direcção da empresa depois da divulgação, na terça-feira (25), de um estudo que refere que os níveis de poluição nas estações e nos comboios do metro são dez vezes superiores aos níveis registados ao ar livre.

"Isto tem potenciais efeitos a longo prazo na saúde das pessoas que trabalham ali. Estes trabalhadores têm andado a trabalhar lá em baixo, nalguns casos, há 30, 40 anos.", realçou Kevin Morton, Secretário-tesoureiro da Local 113, que representa cerca de 11.000 trabalhadores activos dos TPT.

Recorde-se que uma equipa de investigadores do Ministério da Saúde e das universidades McGill e de Toronto chegaram à conclusão que os níveis de poluição nas estações e nas carruagens do metropolitano de Toronto atingiam os 100 microgramas de poluentes por metro cúbico, quando os níveis de segurança são estimados, pela Organização Mundial de Saúde, nos 25 microgramas por metro cúbico, ao longo de 24 horas.

No entanto, este resultado não surpreendeu Morton: "Durante anos, e anos, e anos, o nosso sindicato – e outros sindicatos – avisámos que o pó dos travões e o pó resultante da fricção das rodas sobre os carris era um potencial causador de cancro, bem como de problemas respiratórios, asma, e outras doenças associadas.", disse o dirigente sindical, perguntando de seguida: "Há quanto tempo é que os TPT sabiam? Quando é que souberam? E o que é que os TPT fizeram para protegerem os trabalhadores e os passageiros, ao longo dos anos?"

Morton disse ainda que o Local 113 iria pedir de imediato uma reunião com os TPT, e com outras entidades, como os ministérios da Saúde, Trabalho e Ambiente.


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