SUPLEMENTO DESPORTIVO


Queta na NBA "é um tremendo veículo de promoção" do basquetebol português - FIBA

O secretário-geral da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), o grego Andreas Zagklis, defendeu quinta-feira (28) que a entrada do poste Neemias Queta na Liga Norte-americana de basquetebol (NBA) "é um tremendo veículo de promoção para a modalidade" em Portugal.

"É difícil ligar o percurso de um jogador ao trabalho feito pela federação com milhares de jogadores. No entanto, acredito que a presença de um jogador português na NBA é um tremendo veículo de promoção para a modalidade, porque a NBA tem um poder amplificador", observou Zagklis.

O secretário-geral da FIBA falava na sede da Federação Portuguesa de Basquetebol, em Lisboa, onde se deslocou em visita de cortesia, para assinalar o 90.º aniversário da FIBA, que foi criada em 18 de Junho de 1932 e da qual Portugal foi um dos membros fundadores.

"As gerações jovens precisam de ídolos, de referências e de jogadores icónicos, tanto masculinos como femininos. Isso significa que mais jovens vão querer vestir a camisola, pegar na bola e sair para jogar", sustentou Zagklis.

Neemias Queta integra na época 2021/22 o plantel dos Sacramento Kings, que falharam a qualificação para os `play-offs' da NBA, com um contrato de duas vias, que lhe permitiu actuar na equipa principal e na secundária, os Stockton Kings, na G-League.

O poste, ex-jogador do Barreirense e do Benfica, é o primeiro português a integrar uma equipa da mais importante liga mundial de basquetebol, depois de ter sido eleito pelos Sacramento Kings no 39.º lugar do `draft', realizado em 29 de Julho de 2021, em Nova Iorque.

O dirigente do organismo regulador da modalidade considerou que o basquetebol português viveu "uma década de crescimento e de muita transformação, em especial na forma como a federação tenta promover o desporto num mercado que é centrado no futebol".

"Aliado ao sucesso, em especial nas camadas jovens femininas, com a medalha bronze nas Universíadas, são muito bons sinais para a próxima década", assinalou.

Zagklis falava em referência à conquista da selecção feminina em 2019, na 30.ª edição do evento, na cidade italiana de Nápoles.

O secretário-geral da FIBA lembrou também as dificuldades criadas pela pandemia de covid-19, que provocou um atraso na aplicação do plano estratégico para os próximos oito anos, assente em três pilares: desenvolvimento das federações, reforço do basquetebol feminino e aumento da "família FIBA".

"Agora que estamos a sair da pandemia enfrentamos vários desafios geopolíticos", lamentou Zagklis, em alusão à guerra na Ucrânia, advertindo que "os estatutos da FIBA são muito claros na condenação da violência" e que é necessário "tomar todas as medidas para proteger o desporto e os atletas".

"Aprovámos medidas para proteger os jovens jogadores ucranianos, que tiveram de ser realojados, muitos deles em países vizinhos, e criámos medidas especiais para permitir a sua participação no estrangeiro e, ao mesmo tempo, proteger as seleções nacionais ucranianas", enumerou.


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