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Apesar do tempo instável:

Piquenique anual do CCPM atrai centenas de convivas

Por João Vicente
Sol Português

O popular encontro ao ar livre organizado pelo Centro Cultural Português de Mississauga (CCPM), que normalmente se realiza em Julho, foi este ano antecipado para Junho, mais precisamente para o último domingo, dia 25.

Segundo os responsáveis, a intenção era atrair aqueles que habitualmente se ausentam de férias em Julho, mas tal como se começou a prever nos dias que antecederam este evento, o estado do tempo acabou por não cooperar, o que talvez tenha assustado algumas pessoas o que levou a que a afluência ficasse aquém da registada noutros anos.

O enorme espaço verde do Parque Karlovac, pertença da comunidade croata, poderia de facto ter acomodado ainda mais gente do que é hábito neste piquenique anual, mas o número de aderentes cifrou-se abaixo da norma, embora o convívio e o calor humano fossem aqueles a que o CCPM já habituou os que frequentam os seus eventos.

Por isso, felizes os que arriscaram pois tendo tudo em consideração passaram um belo dia.

Este começou logo pela manhãzinha, com a equipa de voluntários do CCPM, de lume aceso e na cozinha, a cortarem e a prepararem os ingredientes que em breve saltariam para as enormes panelas onde confeccionaram uma gigantesca feijoada.

Esta tradição anual do clube já vem de há muitos anos e a feijoada à transmontana, que começou por ser feita por brincadeira e só para petisco, tanto agradou que a procura tem vindo a aumentar de ano para ano e a quantidade também, atingindo já as 10 panelas, como nos destacou o presidente do CCPM, Tony de Sousa.

Às 10h00 foi celebrada uma missa pelo padre Fernando Pinto, pároco da igreja de São José, de Oakville, que se realizou debaixo do telheiro, perante cerca de 40 a 50 fiéis pois ainda a maior parte das pessoas não tinha chegado.

Entretanto Tony Silva, da TNT FX, já tinha terminado a montagem e afinação do sistema de som e o DJ Cello preencheu o resto do dia com música popular e para dançar, atraindo vários casalinhos, e não só, para darem umas voltinhas na pista de dança.

À entrada do parque os dirigentes iam oferecendo sardinhas e broa a quem não trouxesse farnel, mas não só muita gente ia já preparada como, se quisessem, até podiam acertar o relógio pela feijoada à transmontana que começou a ser servida ao meio-dia em ponto.

Pelo fim da manhã e tarde fora continuou a chegar gente que se foi espalhando pelo enorme parque.

A certa altura, começaram-se a ouvir ao longe as concertinas dos ranchos que vieram reforçar os números e viriam a actuar mais tarde.

No entretanto, jogou-se à malha, à bola e os baloiços não tiveram descanso, ajudando a queimar energia e a abrir o apetite – e ainda bem, porque a comida ao ar livre sabe sempre melhor.

A chuva lá foi fazendo algumas visitas durante o dia e as pessoas procurando o abrigo e conforto das estruturas proporcionadas pelo parque ou os seus próprios carros, mas efectivamente só houve um período de chuva forte – acompanhado por um ou dois trovões na distância – após o que voltou o bom tempo, proporcionando um dia que, nos seu todo, foi bastante agradável.

Dizia-nos Tony de Sousa que normalmente participam neste piquenique entre 1000 a 2000 pessoas, mas parece que este ano o número ficou aquém do milhar.

Elementos da comunidade moçambicana, que já se juntam ao CCPM há 14 anos para realizarem o seu piquenique anual em paralelo, mais uma vez marcaram presença.

Este é o único encontro dos "Xamuares" ao longo do ano, por isso serve para "pôr as contas em dia" e matar saudades de amigos de longa data, como nos explicou a organizadora, Cristina Martins.

Os ranchos dos Camponeses de Toronto, do Arsenal do Minho, do Académico de Viseu (Casa das Beiras), e o grupo da casa começaram a actuar às 16h00, injectando uma boa dose de cor e alegria numa tarde que, a não ser pela breve chuva e trovoada, decorria pacata e agradável.

Na despedida de cada um dos grupos visitantes, representantes do CCPM iam adicionando fitas aos seus estandartes e no ar ficou o convite da Casa das Beiras ao rancho do CCPM para que actue no dia 23 de Setembro, durante a Semana Cultural Beirã.

E foi com mais música para dançar, a cargo do DJ, que o piquenique se prolongou pela tarde fora e os participantes se foram despedindo.

Apesar do tempo um nadinha chuvoso, foi uma forma quase perfeita de passar o dia e de terminar este fim-de-semana que para o CCPM tinha começado com o cruzeiro da juventude, também ele bastante divertido e concorrido.

Segundo apurámos, ficou já feito o convite ao padre Fernando Pinto para que volte no ano que vem, também no dia 23 de Junho, podendo o público marcar a data no calendário porque este evento é aberto a todos, mesmo aos que não são sócios.


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